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Faculdade em SP leva ao vestibular critérios de seleção usados por empresas

Boas notas continuam importantes, mas empresas têm valorizado cada vez mais competências como pensamento analítico, argumentação e capacidade de resolver problemas. Em sintonia com essa tendência, uma faculdade de São Paulo adotou um processo seletivo que combina prova tradicional, debate, redação e entrevista para avaliar o perfil dos candidatos.

Candidatos participam de atividade de seleção universitária voltada à avaliação de competências além do desempenho acadêmico.
Candidatos participam de atividade de seleção universitária voltada à avaliação de competências além do desempenho acadêmico. (Foto: C41 Estudio)

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Boas notas continuam abrindo portas, mas já não bastam para separar candidatos nos processos seletivos. Levantamento divulgado em janeiro pela National Association of Colleges and Employers (NACE) mostrou que 70% das empresas consultadas adotam contratações baseadas em habilidades, enquanto apenas 42% ainda utilizam a média acadêmica como filtro – eram 73% em 2019.

A mudança reflete o interesse crescente por características que uma nota isolada não consegue medir. Segundo o Fórum Econômico Mundial, sete em cada dez empregadores consideram o pensamento analítico uma competência essencial. Resiliência, flexibilidade, liderança e capacidade de influência também aparecem entre as habilidades mais valorizadas.

Esse movimento também leva a discussão para a porta de entrada da universidade. Se as empresas querem saber como o candidato pensa, argumenta e reage diante de problemas, por que o vestibular deveria se limitar a medir conteúdos memorizados? Na Faculdade Belavista, em São Paulo, a seleção busca traçar um perfil mais completo do estudante ao combinar prova, debate sobre um dilema ético, produção de texto e entrevista.

As inscrições para as turmas de Direito e Economia de 2027 estarão abertas de 3 de agosto a 13 de setembro. Em vez de concentrar a admissão em uma única nota, a instituição divide a seleção em três fases eliminatórias destinadas a avaliar conhecimento, capacidade argumentativa, maturidade e identificação com a proposta acadêmica.

Seleção avalia como o candidato pensa

A primeira etapa, mais convencional, será realizada pela Vunesp em 27 de setembro, com questões objetivas de conhecimentos gerais e uma redação dissertativa. A prova avalia o domínio do conteúdo do Ensino Médio e a capacidade de organizar e desenvolver um raciocínio por escrito.

A nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), as certificações internacionais, como Abitur, International Baccalaureate (IB), SAT e Baccalauréat, e o desempenho em olimpíadas de conhecimento poderão substituir essa fase, conforme os critérios previstos no edital.

Os aprovados seguem para uma dinâmica presencial. Nessa etapa, recebem um caso com um dilema ético, discutem possíveis soluções em grupo e, depois, produzem individualmente um texto opinativo. Pensamento crítico, capacidade de síntese, organização de ideias, argumentação, domínio da língua portuguesa e postura durante o debate estão entre os critérios observados.

A última fase é uma entrevista online com o Comitê de Admissões. O objetivo é conhecer com maior profundidade as motivações do estudante, suas experiências e o grau de identificação com o curso e com a proposta da faculdade. Para os candidatos a Economia, parte da conversa é realizada em inglês.

"Nosso processo seletivo reflete o rigor e a excelência que o aluno encontrará em sala de aula. Por isso, apostamos em candidatos com resiliência e aptidões capazes de assimilar nossa proposta humanística e integral", afirma Milena Seabra, diretora-executiva da Faculdade Belavista.

Segundo ela, o desempenho acadêmico é indispensável, mas não resume o perfil procurado. "Além do desempenho acadêmico, desenvolvemos talentos com profundidade intelectual, senso de responsabilidade e capacidade de liderança, características que o mundo real exige", diz.

A intenção não é substituir a avaliação do conhecimento por diagnósticos subjetivos. A prova da Vunesp e a redação continuam verificando se o candidato tem uma base acadêmica compatível com a graduação. As demais fases acrescentam aspectos que dificilmente apareceriam apenas na pontuação, como a capacidade de ouvir, defender uma ideia, reconsiderar uma posição e lidar com opiniões divergentes.

Exigência continua depois da aprovação

A dinâmica do processo seletivo antecipa a metodologia que o aluno encontrará na graduação. A Belavista é a única faculdade brasileira a aplicar de maneira sistemática o Método do Caso, desenvolvido em Harvard e difundido internacionalmente em escolas de Direito e negócios.

Em vez de receber somente a exposição de conceitos, os estudantes analisam situações reais ou verossímeis, identificam problemas, formulam alternativas e tomam decisões. Em sala, precisam justificar suas conclusões diante dos colegas e considerar argumentos diferentes dos próprios.

Miguel José de Carvalho Garcia dos Santos, de 23 anos, estudante de Direito da Belavista, afirma que a metodologia o ajudou a mudar sua postura diante de posições divergentes. "O Método do Caso ensina humildade ao ouvir, mesmo quando você acredita que está correto ou que a sua solução é a melhor. Também ensina humildade justamente por reconhecer o erro", diz.

Selecionado para um estágio rotativo no escritório Pinheiro Guimarães Advogados, Miguel terá contato com as áreas de contencioso, tributário, mercado de capitais e societário. Para ele, a formação abrangente da Belavista amplia a capacidade de enfrentar problemas concretos. "Perceber que o Direito Societário envolve o Civil, o Tributário, o Constitucional, a Economia e muitas outras áreas traz um leque enorme para a resolução de conflitos", afirma.

Parte da formação humanística e empreendedora ocorre por meio do Core Curriculum, conjunto de disciplinas que acompanha os alunos durante a graduação. A grade inclui Literatura, Antropologia, Ética, Filosofia, Estratégia, Liderança Digital e Gestão Empreendedora, além das matérias técnicas próprias de cada curso.

No curso de Economia, metade das aulas é ministrada em inglês, e a formação inclui Data Science, Econometria e Programação, além de atividades ligadas aos mercados financeiro e de capitais. A conexão com o setor ocorre por meio de empresas e gestoras como Constância Investimentos, Spectra Investimentos, M Square e Bradesco BBI. Em Direito, os alunos mantêm contato desde os primeiros semestres com escritórios e organizações jurídicas, entre eles Pinheiro Guimarães, TozziniFreire, Pinheiro Neto, ASBZ, Godke, Levy & Salomão e Mansur Murad.

A Belavista também conta com o Imersão Brasil, programa que leva os estudantes a diferentes regiões do país para conhecer de perto seus desafios sociais, políticos e econômicos. A iniciativa busca aproximar os problemas discutidos em sala da realidade concreta.

Para Milena Seabra, a exigência do processo seletivo está ligada à experiência que o estudante encontrará depois da aprovação. "Com desenvolvimento integral e vivências em escritórios de advocacia e instituições financeiras, conectamos nossos alunos a líderes inspiradores, abrindo portas para estágios e futuras posições desejadas", afirma.

As inscrições para o processo seletivo de 2027 poderão ser realizadas pelo site da Faculdade Belavista entre 3 de agosto e 13 de setembro. A taxa é de R$ 220, e a prova da Vunesp está marcada para 27 de setembro.

Sobre a Faculdade Belavista

Credenciada com nota máxima pelo Ministério da Educação, a Faculdade Belavista é uma instituição de ensino superior sem fins lucrativos que oferece cursos de Direito e Economia com foco em formação integral, excelência acadêmica, visão humanística e empregabilidade.

A instituição compartilha valores e princípios com o ISE Business School, escola de direção geral com 30 anos de atuação na formação de empresários, executivos e lideranças. Nesse ecossistema, a Belavista se apresenta como a porta de entrada da formação universitária, preparando jovens líderes com rigor acadêmico, senso crítico, responsabilidade social e compromisso com o bem comum.

Com alto nível de exigência, a instituição combina o Método do Caso, que aproxima os alunos de dilemas reais, com um Core Curriculum voltado à formação humanística, à inovação e ao empreendedorismo. A proposta inclui ainda o Summit Belavista, programa de mentoria personalizada para o desenvolvimento de habilidades profissionais, e uma relação próxima com o mercado e com os desafios da vida profissional.

Para quem ainda está avaliando qual graduação seguir, a Faculdade Belavista disponibiliza gratuitamente os e-books:

com informações sobre os cursos, as possibilidades profissionais e os critérios que podem ajudar na escolha da carreira.

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As inscrições para o Vestibular da Belavista  estão abertas no  site da faculdade e podem ser realizadas até o dia 13 de setembro de 2026.  O processo da  processo seletivo  é um dos mais completos e inovadores do país, estruturado em três fases: Prova, Dinâmica e Entrevista.

  • 1ª Fase – Prova: realizada pela Vunesp, no dia 27 de Setembro de 2026, em São Paulo. Prova com 50 questões objetivas e uma redação dissertativa.  A Belavista aceita notas do ENEM, certificações internacionais (ABITUR, IB, SAT e BAC) e premiações em Olimpíadas do Conhecimento. Fase eliminatória.
  • 2ª Fase – Dinâmica: debate em grupo sobre um dilema ético, seguido de um texto opinativo individual, com o exclusivo Método do Caso, criado em Harvard e aplicado em todas as graduações da Belavista. Fase eliminatória.
  • 3ª Fase – Entrevista: individual e online, realizada pelo Comitê de Admissões para conhecer as motivações do candidato e seu engajamento com a proposta da Belavista.
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