Campanha de multivacinação e alerta de sarampo evidenciam importância da imunização
Por Mariana
Por Spineria
03/08/2026 às 15:06

A vacinação em todas as fases da vida é fundamental para proteger a saúde individual e coletiva. Da infância à terceira idade, manter as doses recomendadas atualizadas ajuda a prevenir doenças, reduzir complicações e diminuir a circulação de agentes infecciosos na comunidade.
No Brasil, a mobilização em torno da imunização ganhou força com a Campanha Nacional de Multivacinação de 2026. Ao mesmo tempo, o surgimento de casos de sarampo em São Paulo e a necessidade de cuidados específicos com a população idosa mostram que a proteção não deve terminar depois da infância.
Vacinação em todas as fases da vida começa na infância
A Campanha Nacional de Multivacinação começou em 3 de agosto e segue até 1º de setembro de 2026. A iniciativa tem como público-alvo crianças e adolescentes menores de 15 anos que estejam com doses atrasadas ou sem o registro adequado na caderneta de vacinação.
Durante a campanha, profissionais das unidades de saúde devem avaliar a situação vacinal de cada criança ou adolescente e aplicar as doses indicadas de acordo com a idade e o histórico apresentado. O Dia D de mobilização nacional está previsto para 22 de agosto.
A estratégia busca recuperar as coberturas vacinais e reduzir o número de pessoas suscetíveis a doenças que podem ser evitadas por meio da imunização. A campanha contempla os imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação, conforme a faixa etária e as orientações vigentes.
Entre as vacinas que podem ser verificadas estão as que protegem contra poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola, difteria, tétano, coqueluche, hepatites, meningites, febre amarela, HPV, influenza e Covid-19, entre outras.
Estados e municípios também podem realizar ações em escolas, utilizar unidades móveis e ampliar os horários das salas de vacinação para alcançar pessoas que enfrentam dificuldades para comparecer aos postos durante o horário convencional.
Vacinação contra o sarampo recebe atenção em São Paulo
O alerta para o sarampo em municípios paulistas reforça a importância de verificar a caderneta, principalmente entre pessoas que moram, trabalham ou circulam por regiões com casos confirmados.
O Ministério da Saúde ampliou temporariamente a recomendação da vacina contra o sarampo para pessoas de 6 meses a 59 anos em São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos. A medida procura interromper rapidamente a transmissão e evitar que o vírus alcance um número maior de pessoas.
A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Para bebês de 6 a 11 meses e 29 dias, a aplicação é chamada de “dose zero”. Essa dose adicional é utilizada em situações de maior risco e não substitui as aplicações previstas no calendário infantil aos 12 e aos 15 meses.
O sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida pelo ar por meio de secreções respiratórias eliminadas ao falar, tossir ou espirrar. A circulação intensa de pessoas em grandes centros urbanos facilita a disseminação do vírus, especialmente quando a cobertura vacinal está abaixo do nível necessário para a proteção coletiva.
Por que a cobertura vacinal precisa ser elevada?
Mesmo depois da eliminação da circulação endêmica de uma doença, casos importados podem voltar a ocorrer. Quando uma pessoa infectada chega a uma região com muitas pessoas não vacinadas, o vírus encontra condições para se espalhar.
Por isso, alcançar e manter altas coberturas vacinais é importante para evitar surtos e proteger também quem não pode receber determinados imunizantes por condições específicas de saúde.
Pessoas que não sabem quais doses já receberam devem procurar uma Unidade Básica de Saúde com os documentos disponíveis. A equipe poderá avaliar o histórico e orientar quais vacinas precisam ser aplicadas ou atualizadas.
Vacinação em todas as fases da vida inclui adultos
Depois da infância e da adolescência, muitas pessoas deixam de acompanhar a própria situação vacinal. No entanto, adultos também precisam atualizar doses, receber reforços e verificar indicações relacionadas à profissão, às condições de saúde, a viagens e à idade.
O calendário para adultos pode incluir vacinas contra hepatite B, difteria, tétano, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, influenza e Covid-19, conforme o histórico e as recomendações destinadas a cada pessoa.
Mulheres que pretendem engravidar, trabalhadores da saúde, viajantes e pessoas com doenças crônicas podem necessitar de orientações específicas. A avaliação deve ser feita por um profissional de saúde, considerando o histórico individual e as possíveis contraindicações.
Vacinação de idosos exige cuidados específicos
A vacinação em todas as fases da vida também é especialmente importante a partir dos 60 anos. Com o envelhecimento, o sistema imunológico pode apresentar uma resposta menos eficiente contra agentes infecciosos, processo conhecido como imunossenescência.
Essa mudança torna os idosos mais vulneráveis a infecções e a complicações que podem resultar em internações, perda de autonomia e agravamento de doenças preexistentes.
Manter a caderneta atualizada ajuda a prevenir problemas como influenza, pneumonia, tétano, hepatite B e Covid-19, conforme as indicações do Calendário Nacional de Vacinação. Outras vacinas podem ser recomendadas de acordo com as condições de saúde, o histórico vacinal e a disponibilidade no sistema público ou na rede privada.
Além de proteger o próprio indivíduo, a imunização de adultos e idosos contribui para reduzir a transmissão de doenças entre familiares, cuidadores e outras pessoas da comunidade.
Como manter a caderneta de vacinação atualizada
A orientação é levar a caderneta ou os comprovantes disponíveis até uma Unidade Básica de Saúde. Caso o documento tenha sido perdido, a equipe poderá consultar registros existentes e avaliar a necessidade de completar o esquema vacinal.
Também é importante acompanhar as campanhas promovidas na cidade e verificar as recomendações oficiais antes de viagens ou diante do surgimento de surtos.
A vacinação em todas as fases da vida representa uma das formas mais eficazes de prevenção. Manter as doses atualizadas é um cuidado que começa na infância, continua na idade adulta e se torna ainda mais relevante durante o envelhecimento.
