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Como já ocorreu com o aborto, nos vários Estados federados dos EUA estão sendo aprovadas gradualmente leis que introduzem o suicídio assistido. E existem Estados, sob gestão democrata, que se destacam por normas particularmente radicais que limitam fortemente a objeção de consciência. Um deles é Illinois, onde no próximo dia 12 de setembro entrará em vigor uma lei (End-of-Life Options for Terminally Ill Patients Act) que obriga os profissionais de saúde a cooperarem de diversas formas com o suicídio assistido, sob pena de sofrerem sanções significativas.
Mas, como já aconteceu no Estado de Nova York — onde em julho passado foi iniciada uma ação contra uma lei semelhante à de Illinois —, a Igreja Católica também está resistindo aqui. Em 3 de setembro, o cardeal Blase Cupich, arcebispo de Chicago, duas congregações religiosas femininas — as Irmãzinhas dos Pobres e as Irmãs Carmelitas para os Idosos e Enfermos — e um farmacêutico (Luke Vander Bleek) moveram uma ação judicial contra Illinois, pedindo ao tribunal distrital competente que bloqueie toda a lei, declarando-a inconstitucional, ou ao menos que suspenda a aplicação das partes que negam a objeção de consciência e que, portanto, entram em conflito com a lei federal e com a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos.
Como em Nova York, os autores da ação também estão sendo representados neste caso por um grupo de advogados do Becket Fund for Religious Liberty. A lei de Illinois, assinada em 12 de dezembro de 2025 pelo governador Jay Robert Pritzker, garante apenas parcialmente a objeção de consciência, impondo gravíssimas limitações a esse direito. Os profissionais de saúde que se recusam a participar do suicídio assistido devem, segundo a nova lei estadual, informar os pacientes sobre o seu “direito” de se matarem com a ajuda do Estado, ajudá-los no complexo processo para obter a elegibilidade para receber substâncias letais e encaminhá-los a quem possa fornecer essas mesmas substâncias. Uma cooperação semelhante com o mal também é exigida dos farmacêuticos de Illinois, que devem prescrever diretamente as substâncias utilizadas para o suicídio ou encaminhar o aspirante ao suicídio a uma farmácia que não faça objeção de consciência.
E não para por aí. A nova lei não apenas obriga a informar sobre o suicídio como uma das possíveis “opções” para doentes terminais (com prognóstico de no máximo seis meses de vida), mas também ameaça a própria liberdade dos profissionais de saúde de se pronunciarem contra o suicídio. Como explica o Becket Fund em um comunicado à imprensa, "a definição de coerção e influência indevida" contida na lei "é tão ampla que corre o risco de punir as freiras e outros profissionais de saúde da Arquidiocese simplesmente por dizerem a um paciente em sofrimento: “Não se mate. Jesus te ama. A sua vida é preciosa”.
A nova legislação institui, portanto, o que os autores da ação chamam com razão de uma “obrigação de aconselhamento sobre o suicídio”, que levará inevitavelmente ao aumento das taxas de suicídio no Estado, normalizando a prática de tirar a própria vida entre os mais frágeis e os mais distantes de Deus. Não é por acaso que a lei quer reduzir de forma tão descarada a liberdade dos católicos de testemunharem a sua fé — o que aqui equivale a defender o dom da vida em todas as suas fases, até a morte natural, e a não cooperar com o mal.
Na ação judicial, recorda-se o papel histórico dos católicos de Illinois na assistência aos doentes, "muitas vezes sem levar em conta a sua capacidade de pagamento", e em dotar o Estado americano de seu primeiro hospital, fundado em 1852 em Chicago pelas Irmãs da Misericórdia. Hoje, como antes, os católicos dão esperança a quem corre o risco de se desesperar por causa de sua doença, cuidando de cada enfermo como se fosse o próprio Cristo. E esse trabalho tem sido levado adiante principalmente por congregações religiosas dedicadas ao cuidado dos enfermos, como as que recorreram contra a lei de Illinois. "A assistência prestada pelas freiras é talvez mais importante agora do que nunca, dado que a taxa de suicídios continua a crescer em toda a nação, particularmente entre algumas das parcelas mais vulneráveis da população, incluindo os pobres, os idosos e os veteranos. Cada vez mais, as freiras se sentem no dever de combater a mentira de que algumas vidas não valem a pena ser vividas e de que desistir é a única opção".
Resistir ao mal, além de necessário, gera frutos. Na ação contra o Estado de Nova York, os autores (entre os quais quatro congregações de freiras) conseguiram, ao menos temporariamente, não ser obrigados a participar do suicídio assistido. Em relação a Illinois, já em agosto havia sido apresentada uma ação contra a lei do suicídio: também nesse caso obteve-se uma suspensão temporária, válida, porém, apenas para os autores do recurso, entre os quais figura o bispo de Springfield, Thomas Paprocki, que recorreu junto com um asilo luterano e um grupo de médicos.
Mas essas vitórias parciais e temporárias não podem trazer tranquilidade, porque se desencadeou um processo pelo qual o mal — aqui o “suicídio medicamente assistido”, prática em aberta contradição com a vocação do médico — é cada vez mais favorecido pelas leis, sem que se reconheça sequer o direito elementar de a ele se opor por meio da objeção de consciência. Uma ladeira escorregadia que afetará cada vez mais também o nosso país, se o rumo não for invertido.
© 2026 La Nuova Bussola Quotidiana. Original em italiano: Illinois, Cupich e le suore ricorrono contro la legge sul suicidio.



