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Governo democrata

Califórnia quer taxar em 100% fundo de Trump para indenizar perseguidos políticos

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O governador da Califórnia, Gavin Newsom. (Foto: RONALD WITTEK/EFE/EPA)

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O governo da Califórnia, liderado pelo democrata Gavin Newsom, da ala mais progressista do partido, quer taxar em 100% quem receber no estado indenizações vindas do fundo criado pelo governo Donald Trump para compensar vítimas de perseguição política nos Estados Unidos. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (27).

Segundo Newsom, qualquer morador da Califórnia que receber valores do fundo poderá ter os recursos integralmente tributados pelo estado.

“Qualquer pessoa da Califórnia que receba qualquer parte desses recursos, queremos taxar 100% desses valores”, afirmou o governador.

O gabinete de imprensa de Newsom classificou o fundo de Trump, chamado de “Fundo Anti-instrumentalização”, que terá mais de US$ 1 bilhão, como um “caixa paralelo” em publicação nas redes sociais. O governador, porém, não informou quando a Califórnia pretende começar a aplicar a cobrança.

O fundo foi anunciado na semana passada como parte de um acordo judicial entre Trump e a Receita Federal americana, após o presidente processar o órgão pelo vazamento de suas declarações de imposto de renda à imprensa.

Trump defendeu a criação do fundo e disse que abriu mão de “muito dinheiro” para permitir que outras pessoas fossem compensadas por terem sido vítimas de perseguição política nos EUA. Em publicação na Truth Social, o presidente americano afirmou que poderia ter fechado um acordo envolvendo o vazamento de seus impostos e a busca em Mar-a-Lago, mas preferiu ajudar pessoas que, segundo ele, foram “brutalmente agredidas” pelo então governo de Joe Biden, do Partido Democrata.

Segundo o Departamento de Justiça, Trump, Donald Trump Jr., Eric Trump e a Organização Trump concordaram em encerrar processos contra o Departamento do Tesouro e a Receita Federal. Pelo acordo, eles receberão um pedido formal de desculpas, mas nenhum pagamento financeiro. O procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, admitiu em audiência no Congresso que o fundo poderá ser usado para indenizar condenados pelos atos de 6 de janeiro de 2021, quando houve a invasão ao Capitólio. Trump perdoou mais de 1.500 pessoas ligadas ao episódio no ano passado.

Dois policiais que atuaram na defesa do Capitólio em 6 de janeiro de 2021 entraram na Justiça dos EUA contra o fundo, alegando que ele poderia beneficiar “condenados por violência” naquele episódio.

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