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Sites bloqueados

Número 2 do chavismo diz que não há país com mais liberdade de expressão que a Venezuela

Diosdado Cabello sugeriu que sites independentes seguem fora do ar por falta de pagamento, não por proibição do chavismo (Foto: Miguel Gutiérrez/EFE)

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O ministro do Interior, Justiça e Paz venezuelano, Diosdado Cabello, apontado como o número 2 do chavismo, disse nesta segunda-feira (28) que não há país no mundo com mais liberdade de expressão do que a Venezuela.

Segundo informações do site Efecto Cocuyo, as declarações de Cabello foram feitas em entrevista coletiva após reunião em Caracas da direção nacional do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), legenda do chavismo e da qual o ministro é secretário-geral.

As declarações do chavista foram feitas em resposta a críticas de que sites independentes seguem bloqueados na Venezuela.

Cabello afirmou que a liberdade de expressão não “pertence” aos proprietários desses sites, acusou-os de “propagar mentiras” e sugeriu que tais páginas seguem fora do ar por falta de pagamento, não por proibição do chavismo.

“Há pessoas que não pagam os provedores de internet e culpam o Estado”, ironizou. “Gosto muito do tema da liberdade de expressão porque esse ‘quarto poder’ [imprensa] manipulou tanto este país que fizeram acreditar que a liberdade de expressão lhes pertence; ela é de todos. Eles querem monopolizar a liberdade de expressão.”

“Agora, nas redes, todos podemos dizer o que quisermos. Não existe outro país onde haja mais liberdade de expressão. Esses meios de comunicação corromperam a figura da liberdade de expressão para fins de chantagem”, afirmou Cabello, sem mencionar as centenas de sites e as redes sociais historicamente bloqueadas pelo chavismo.

A ONG VEsinFiltro, que monitora a censura à internet na Venezuela, afirmou que 144 domínios sequem bloqueados no país, apesar de uma abertura alardeada pelo chavismo na semana retrasada.

De acordo com a organização, dos domínios bloqueados, 51 são de notícias. A ONG informou que 76 domínios foram desbloqueados desde a semana retrasada, quando a Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) anunciou o cumprimento de uma ordem da ditadora interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, para desbloqueio de sites nacionais e estrangeiros com acesso restringido no país há anos.

A medida coincidiu com o início do segundo ciclo de diálogo entre o chavismo e a oposição para tratar da liberdade de expressão.

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