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O regime comunista da China enviou nesta terça-feira (23) seu porta-aviões mais avançado para navegar pelo Estreito de Taiwan, disseram autoridades taiwanesas. O movimento foi tratado por Taipei como mais uma demonstração da expansão naval chinesa em meio à pressão de Pequim sobre a ilha.
De acordo com o Ministério da Defesa Nacional de Taiwan, o porta-aviões Fujian atravessou o estreito sob monitoramento das Forças Armadas taiwanesas. A vigilância, segundo a pasta, foi feita com meios conjuntos de inteligência, reconhecimento e observação.
O navio passou pela região sem aviões visíveis em sua superfície, conforme a imagem divulgada pelo próprio Ministério da Defesa de Taiwan. A passagem também não foi acompanhada por um aumento expressivo da presença militar chinesa ao redor da ilha. Nas últimas horas, Taipei registrou 11 aeronaves e seis navios de guerra chineses nos arredores de Taiwan.
O Fujian é o terceiro porta-aviões operacional da China e o mais moderno da frota do país. O navio entrou em serviço no início de novembro do ano passado e é equipado com catapultas eletromagnéticas, tecnologia que permite lançar aeronaves de forma mais eficiente a partir do convés.
Construído inteiramente na China, o porta-aviões tem mais de 80 mil toneladas de deslocamento. O navio é considerado uma peça importante no plano de Pequim de ampliar sua presença naval e chegar a seis porta-aviões até 2035, segundo informou a agência EFE.
A passagem pelo estreito ocorre em um momento de forte tensão entre Pequim e Taiwan. A China considera Taiwan parte de seu território e não descarta o uso da força para tomar o controle da ilha. O governo taiwanês rejeita essa posição e afirma que apenas a população local pode decidir o futuro político do território.
Nesta terça-feira (23), o chefe do Conselho de Assuntos Continentais de Taiwan, Chiu Chui-cheng, afirmou que a ilha não aceitará a unificação imposta por Pequim. Segundo ele, Taiwan enfrenta uma pressão “crescente e sem precedentes”, mas mantém firme a defesa de sua soberania e de seu sistema democrático.
“Taiwan jamais se renderá”, disse Chiu, ao afirmar que não há espaço para concessões diante da pressão militar chinesa.
A passagem do Fujian pelo estreito preocupa Taiwan e outros países da região, diante do avanço da Marinha chinesa e das disputas de Pequim no Mar do Sul da China.











