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O escândalo envolvendo o financista americano Jeffrey Epstein, que se suicidou na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual de menores, atinge nomes do governo do presidente da França, Emmanuel Macron.
Na terça-feira (10), o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, informou que encaminhou pedidos de investigação contra o diplomata Fabrice Aidan.
“Esta noite, estou encaminhando o assunto ao Ministério Público, nos termos do Artigo 40 do Código de Processo Penal, para informá-lo sobre os alegados fatos que envolvem o senhor Fabrice Aidan. Também estou instaurando um inquérito administrativo para contribuir com o trabalho da Justiça e iniciando um processo disciplinar”, escreveu Barrot no X.
Segundo informações da agência France-Presse (AFP), o ministro disse anteriormente que Fabrice Aidan é secretário principal de Relações Exteriores, mas está licenciado por “motivos pessoais”.
De acordo com a agência francesa, ele trabalhava no grupo energético Engie, que o suspendeu depois que foi revelado que seu nome aparece mais de 200 vezes em trocas de mensagens com Epstein divulgadas pelo Departamento de Justiça americano (DOJ, na sigla em inglês).
Os contatos ocorreram quando Aidan trabalhou na representação francesa nas Nações Unidas, em Nova York, e o diplomata supostamente enviava documentos e relatórios da ONU para Epstein.
Os sites 20 Minutes e Mediapart também informaram que o FBI investigou Aidan por supostamente ter visualizado pornografia infantil na internet em 2013. O diplomata ainda não se pronunciou sobre o assunto.
Em entrevista à rádio RTL nesta quarta-feira (11), Barrot disse que não pode “descartar” a possibilidade de mais diplomatas franceses estarem envolvidos no caso Epstein.
No fim de semana passado, o ex-ministro da Cultura, Jack Lang, havia renunciado ao cargo de presidente do Instituto do Mundo Árabe, financiado pelo governo francês, após ter sido revelado que ele teria ligações financeiras com Epstein. Em declarações à AFP, ele disse que as acusações de fraude fiscal devido a esses vínculos “são infundadas”.







