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Em Omã

EUA sancionam petrolíferas que patrocinam regime do Irã após rodada de negociações

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O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o presidente dos EUA, Donald Trump: países finalizaram primeira rodada de negociações em Omã nesta sexta-feira (6) (Foto: Doug Mills/STR/EFE/EPA)

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Os EUA anunciaram novas sanções nesta sexta-feira (6) contra entidades, indivíduos e embarcações investigadas por ligações com a transferência ilícita de petróleo bruto para financiar o regime do Irã. A decisão coincide com o encontro entre Washington e Teerã em Omã, em meio à campanha de pressão contínua do governo Trump contra o país.

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) "está sancionando diversas entidades, indivíduos e embarcações para conter o fluxo de receita que o regime de Teerã utiliza para apoiar o terrorismo no exterior e reprimir seus cidadãos", anunciou o Departamento de Estado em comunicado.

As medidas, segundo os Departamentos de Estado e do Tesouro, visam 14 embarcações da chamada "frota fantasma" do Irã, 15 entidades – sediadas na Índia e na Turquia, entre outros países – e dois indivíduos associados à comercialização de petróleo bruto e produtos petroquímicos iranianos.

"As exportações iranianas desses produtos energéticos são viabilizadas por uma rede de facilitadores de transporte marítimo ilícito em diversas jurisdições que, por meio de ocultação e engano, carregam e transportam produtos iranianos para compradores em terceiros países", acrescentou o comunicado.

O anúncio das novas sanções ocorre no momento em que as negociações entre o Irã e os EUA começaram nesta sexta-feira em Mascate, o que a nação persa descreveu como um "bom começo" para aliviar as tensões entre os dois lados.

Estas são as primeiras negociações entre os dois países desde a troca de ataques entre o Irã e Israel em junho e o bombardeio americano às instalações nucleares iranianas.

Os dois países realizaram conversas no ano passado em Mascate, com Omã atuando como mediador, mas estas terminaram após o início da chamada Guerra dos Doze Dias entre o Irã e Israel.

As novas negociações também surgem em um dos períodos mais turbulentos para o regime dos aiatolás, após os protestos mais violentos desde sua fundação em 1979, em janeiro, em meio a uma grave crise econômica, descontentamento público generalizado, a pior seca em décadas e escassez de eletricidade e gás.

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