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Caso Epstein

Ex-embaixador britânico é solto sob fiança após prisão por suspeita de má conduta em cargo público

O ex-embaixador Peter Mandelson estava sendo investigado pelos laços com Jeffrey Epstein (Foto: EFE/Andy Rain /Arquivo)

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Autoridades do Reino Unido liberaram o ex-embaixador Peter Mandelson sob fiança após ele ser detido por suspeita de má conduta em cargo público, em meio a uma investigação sobre o fornecimento de informações oficiais confidenciais ao falecido bilionário americano Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.

Segundo a emissora, BBC, ele foi levado de sua casa em Camden, norte de Londres, na tarde de segunda-feira e liberado na madrugada desta terça (24). A imprensa no local acompanhou sua condução por policiais à paisana.

A Polícia Metropolitana do Reino Unido afirmou por meio de comunicado que prendeu um homem de 72 anos em sua casa no bairro londrino de Camden – sem divulgar seu nome da pessoa. De acordo com a nota, a detenção ocorreu após as realizarem buscas nos últimos dias em duas propriedades: uma na capital britânica e a outra no condado inglês de Wiltshire.

Mandelson atuou como ministro em governos trabalhistas anteriores e como Comissário Europeu para o Comércio entre 2004 e 2008. Ele foi nomeado embaixador nos EUA em fevereiro de 2015 pelo atual primeiro-ministro, Keir Starmer, e demitido sete meses depois, quando a extensão de seus laços com Epstein veio à tona.

A prisão do britânico ocorre dias depois que a Polícia do Vale do Tâmisa deteve o ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, para interrogatório sob a mesma acusação de má conduta em cargo público. O ex-duque de York foi posteriormente liberado enquanto a investigação continua.

O que as autoridades investigam sobre Peter Mandelson

O ex-embaixador começou a ser investigado em 3 de fevereiro após a divulgação de novos arquivos sobre o criminoso sexual Jeffrey Epstein.

Inicialmente, a polícia apurou alegações de que ele teria repassado informações governamentais sensíveis do mercado para o falecido financista durante o período em que ocupou cargos ministeriais no governo do premiê trabalhista Gordon Brown, em meio à crise financeira de 2008.

Entre os arquivos liberados no último lote do Departamento de Justiça dos EUA está uma troca de mensagens entre os dois, em 2009. Epstein e Mandelson conversaram sobre um projeto político do Reino Unido de impor um imposto sobre os bônus dos banqueiros como medida punitiva e pontual após a crise financeira global do ano anterior.

Registros bancários divulgados pelo governo dos EUA sugeriram que, em 2009, um ano após a condenação de Epstein, Mandelson encaminhou um briefing para o criminoso sexual que seria destinado ao premiê Gordon Brown, com a seguinte mensagem: "Nota interessante que foi enviada ao PM [primeiro-ministro]". Outros extratos bancários divulgados também sugeriram o repasse, entre 2003 e 2004, de US$ 75 mil para contas bancárias ligadas a Mandelson.

Em outro documento que já havia sido divulgado, de 2003, o ex-embaixador descreveu Epstein como "seu melhor amigo" e aparece em uma foto de roupão sentado de frente para o financista em uma casa.

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