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No PHP

Falha de segurança leva governos e empresas a tirar sites do ar em vários países

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Duas falhas críticas no código PHP levam governos a retirar sites do ar. EUA alertam sobre risco de ataques e recomendam atualização urgente. (Foto: lmonk72/Pixabay/Wikimedia Commons)

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Sites de governos de vários países foram retirados do ar nesta quarta-feira (21), após a descoberta de duas falhas graves de segurança no PHP, uma linguagem de programação utilizada por grande parte da internet. As vulnerabilidades podem permitir que hackers invadam servidores, acessem informações e executem comandos sem precisar de senha ou autorização.

Os problemas atingiram serviços públicos na Alemanha, França, Bélgica, Holanda e Finlândia, entre outros países. Na Holanda, o governo confirmou a suspensão preventiva de portais como o DigiD, utilizado pela população para acessar serviços digitais do Estado.

As duas falhas receberam nota 9,2 na escala internacional CVSS, que mede a gravidade de vulnerabilidades digitais de 0 a 10. O PHP é uma linguagem de programação utilizada para processar informações nos servidores e permitir o funcionamento de recursos como cadastros, logins, pagamentos e consultas em sites e lojas virtuais. Ele também é usado por plataformas como o WordPress, que permite criar e administrar páginas na internet. Por isso, a descoberta provocou alertas de autoridades de segurança cibernética de diferentes países.

A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) recomendou que empresas e órgãos públicos atualizem imediatamente os sistemas afetados.

"Se uma atualização imediata não for possível, recomenda-se retirar o sistema do ar até que o problema possa ser totalmente mitigado", informou a agência em comunicado.

As vulnerabilidades foram identificadas por pesquisadores das empresas Calif e Wiz, com auxílio de ferramentas de inteligência artificial (IA). A OpenAI, criadora da plataforma de IA ChatGPT, participou dos trabalhos de identificação e coordenação das correções. Segundo a empresa, os pesquisadores trabalharam durante os últimos dois meses com os responsáveis pelo PHP para desenvolver as atualizações antes da divulgação pública das falhas.

Os desenvolvedores do PHP disponibilizaram nesta quarta-feira quatro versões corrigidas do sistema. Em comunicado, eles afirmaram que as vulnerabilidades permitem a execução remota de códigos sem autenticação e recomendaram que todos os administradores façam a atualização.

No Brasil, o Centro de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos de Governo (CTIR Gov) também publicou um alerta. O órgão recomendou que as instituições identifiquem os sistemas que utilizam PHP e instalem as correções. Quando isso não for possível imediatamente, a orientação é considerar a restrição temporária do acesso público às aplicações vulneráveis.

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