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Pressão sobre Cuba

Filha de Raúl Castro desafia Trump e diz que regime está “preparado para combate”

Mariela Castro (ao centro), filha do ex-ditador Raúl Castro e diretora do Centro Nacional de Educação Sexual, durante protesto em defesa da diversidade de Cuba (Foto: EFE/ Ernesto Mastrascusa)

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Mariela Castro, filha do ex-ditador de Cuba Raúl Castro, afirmou nesta sexta-feira (22) durante uma mobilização política pró-regime que "ninguém vai sequestrar" seu pai após a divulgação da acusação formal contra ele nos EUA e sua designação como "foragido" da Justiça.

"Estamos preparados para o combate. Ninguém vai sequestrá-lo. Isso eu posso garantir. Nem a ele, nem a ninguém", disse a congressista cubana e diretora do Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex) a veículos de comunicação ao término do ato.

A filha de Raúl Castro confirmou a ausência do pai no evento, mas disse que ele estava "muito calmo" e observava a situação "sorrindo". Segundo Mariela, o ex-ditador cubano transmitiu uma declaração em tom de desafio ao governo de Donald Trump: "Ninguém me pega vivo. Vão me pegar lutando".

"Estamos preparados para combater o imperialismo", acrescentou a parlamentar, destacando que Cuba é "um país pequeno, pobre, mas com experiência de combate diante do imperialismo liderado pelos EUA".

Além da filha de Castro, estavam presentes na mobilização pró-regime seu irmão Alejandro Castro Espín, alto oficial militar que participou há uma década de conversas com os EUA, e Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-ditador conhecido como "o Caranguejo", que tem atuado como interlocutor nos atuais contatos com Washington.

O ato em Havana foi convocado pela União de Jovens Comunistas (UJC) e organizações pró-regime. Além do próprio ditador Miguel Díaz-Canel, participaram do evento o presidente da Assembleia Nacional, Esteban Lazo; o primeiro-ministro, Manuel Marrero; o secretário de organização do Partido Comunista (PCC), Roberto Morales Ojeda; e o ex-líder José Ramón Machado Ventura.

O Departamento de Justiça dos EUA acusou Raúl Castro formalmente na última quarta-feira pela derrubada de dois aviões de pequeno porte de uma organização humanitária e pela morte de seus quatro tripulantes por fogo cubano em 1996, quando ele era ministro das Forças Armadas Revolucionárias (FAR).

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, qualificou posteriormente Raúl como um "foragido" da Justiça americana e deu a entender que pode haver planos para levá-lo aos tribunais do país.

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