
Ouça este conteúdo
O pastor Ezra Jin Mingri, fundador da Zion Church, foi libertado pelo regime chinês após passar quase nove meses na prisão como resultado de uma megaoperação da ditadura chinesa que levou mais de 30 líderes religiosos para trás das grades em outubro do ano passado.
Segundo a ONG ChinaAid, que acompanha a situação de cristãos perseguidos pelo regime de Xi Jinping, o pastor chegou em segurança a Los Angeles no último dia 4, por meio de um acordo diplomático "extraordinário" firmado entre EUA e China.
A libertação seria fruto de conversas diretas entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o ditador chinês, Xi Jinping, e foi apresentada como um "gesto de boa vontade" coincidindo com o Dia da Independência dos EUA.
“Embora celebremos a liberdade do Pastor Jin, nossos corações permanecem com os inúmeros pastores, incluindo outros oito pastores e colaboradores da Igreja de Zion, padres, bispos, cristãos de igrejas domésticas, muçulmanos uigures, budistas tibetanos, praticantes do Falun Gong e outros prisioneiros de consciência que permanecem injustamente encarcerados pelo Partido Comunista Chinês", declarou Bob Fu, fundador e presidente da ChinaAid.
O líder da organização apelou a Trump e sua administração que continuem dando prioridade à liberdade religiosa e a libertação de todos os prisioneiros cujos crimes estão relacionados à sua fé.
Detido desde outubro, o pastor Ezra Jin Mingri foi acusado pelo regime chinês de "uso ilegal de redes de informação", crime que pode resultar em até sete anos de prisão. Ele foi levado de sua residência na cidade de Beihai, no sul do país.
Fundada em 2007, a Zion Church cresceu rapidamente e reúne atualmente cerca de 5 mil fiéis em 40 cidades chinesas. Em 2018, as autoridades chinesas fecharam a sede física da congregação, que desafiou a medida com cultos virtuais.
A igreja se recusa a se submeter ao chamado “Movimento Patriótico das Três Autonomias (TSPM)”, órgão estatal do regime que supervisiona as igrejas evangélicas sob controle do Partido Comunista.




