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O secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou na tarde desta quarta-feira (7) um plano de três fases dos EUA para a Venezuela.
Em um pronunciamento no Capitólio ao lado do secretário de Guerra, Pete Hegseth, o chefe da diplomacia americana afirmou que o primeiro passo será a estabilização do país sul-americano após a captura do ditador Nicolás Maduro. Nessa etapa, entra a venda de 30 a 50 milhões de barris de petróleo, segundo ele. A distribuição do dinheiro obtido nesse processo será controlada pelo EUA.
A segunda fase do plano visa garantir que “empresas americanas, ocidentais e de outros países tenham acesso” ao mercado de petróleo venezuelano, esclareceu Rubio. Esse processo contará com a supervisão direta de Washington.

"A segunda fase será a que chamamos de recuperação, que consiste em garantir que empresas americanas, ocidentais e de outros países tenham acesso ao mercado venezuelano de forma justa", explicou.
Ainda nesta segunda etapa, o chefe da diplomacia americana disse que será iniciado "o processo de reconciliação nacional na Venezuela para que as forças de oposição sejam anistiadas e libertadas das prisões ou repatriadas, e para que se comece a reconstruir a sociedade civil", acrescentou Rubio.
Já a terceira etapa, sobre a qual ele não deu detalhes, envolveria “um passo de transição” no poder.
Durante o anúncio, o secretário de Estado, que esteve diretamente ligado à operação americana para remover Maduro do poder, enfatizou que o governo Trump mantém um “tremendo controle” sobre a liderança interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, ditando o que o regime pode ou não fazer.
Ao ser questionado sobre a duração do envolvimento dos EUA na Venezuela, Rubio lembrou que se passaram apenas quatro dias desde a operação e que mudanças de longo prazo dependem, em última instância, do povo venezuelano.




