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Delcy Rodríguez

Governo Trump orientou procuradores a não investigar ditadora da Venezuela, diz agência

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A ditadora interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em participação por vídeo em fórum sobre investimentos em Miami, em março (Foto: Marcelo Garcia/Palácio de Miraflores/EFE)

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O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria instruído procuradores do Departamento de Justiça (DOJ, na sigla em inglês) em Miami a evitarem prosseguir com investigações criminais contra a ditadora interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, segundo reportagem veiculada pela Associated Press nesta quarta-feira (27).

Procurado pela agência americana, o DOJ respondeu que “nunca houve uma investigação contra ela para ser encerrada”.

Porém, a Associated Press afirmou que registros da Administração de Combate às Drogas dos EUA (DEA) mostram que Rodríguez esteve no radar das autoridades federais americanas desde pelo menos 2018, embora nunca tenha sido acusada criminalmente nos EUA.

De acordo com a AP, fontes do governo americano disseram que a diretiva para suspender qualquer investigação contra a ditadora visa evitar prejudicar os “esforços” do governo Trump para estabilizar a Venezuela após a captura do antecessor dela, Nicolás Maduro. “Todos receberam ordens para se manterem afastados”, disse um ex-funcionário.

Rodríguez se tornou ditadora interina da Venezuela no início de janeiro, depois que os Estados Unidos realizaram uma operação militar em Caracas que resultou na captura de Maduro e da esposa deste, Cilia Flores, para que respondessem na Justiça federal americana a acusações relacionadas a narcoterrorismo.

Desde então, o regime chavista tem se aproximado dos Estados Unidos (com quem restabeleceu relações diplomáticas e fez uma parceria de longo prazo na área de energia) e recebido elogios de Trump, que se recusou a apoiar a líder oposicionista María Corina Machado para comandar a Venezuela, alegando que ela não teria o apoio necessário dentro do país.

No início de abril, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA retirou o nome de Rodríguez da sua lista de alvos de sanções econômicas, onde ela estava desde 2018 devido a acusações de corrupção e violações de direitos humanos.

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