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O Departamento de Estado americano divulgou um vídeo nesta terça-feira (11), reforçando a estratégia de política externa do governo de Donald Trump para a América Latina.
A pasta liderada pelo secretário Marco Rubio afirma que o domínio dos EUA sobre a região "nunca mais será questionado".
O governo americano cita como um dos exemplos da nova estratégia a operação que resultou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro.
A legenda da postagem diz: "A Doutrina Monroe moldou a política externa dos EUA por mais de dois séculos. O domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado".
Desde dezembro, quando lançou uma atualização da Doutrina Monroe, a antiga política que buscava afastar a influência de potências estrangeiras do continente americano, os EUA anunciaram uma série de ações para se aproximar de governos da região. Os focos da nova estratégia são combater o crime organizado, o narcotráfico, a imigração ilegal e a crescente presença chinesa no hemisfério.
Com isso, o governo de Donald Trump busca retomar o protagonismo na América Latina, reduzindo a dependência econômica e política que muitos países criaram com potências adversárias nas últimas décadas.
No vídeo, narrado pelo embaixador dos Estados Unidos no Panamá, Kevin Marino Cabrera, o Departamento de Estado faz uma retrospectiva da Doutrina Monroe, lançada em 1823, e mostra como a política americana no continente evoluiu de uma estratégia para impedir novas intervenções europeias nas Américas para uma defesa mais ampla da hegemonia dos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental.
O vídeo também cita episódios como a construção do Canal do Panamá, a crise dos mísseis em Cuba e a atuação americana durante o governo de Ronald Reagan contra governos e regimes marxistas alinhados à União Soviética na América Central, como o sandinismo na Nicarágua.
Ao chegar ao governo Trump, o vídeo apresenta a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro como o exemplo mais recente dessa estratégia e reproduz uma declaração feita pelo presidente após a operação, na qual ele afirma que, sob a nova estratégia de segurança nacional, o domínio americano no Hemisfério Ocidental “nunca mais será questionado”.
Na sequência, Cabrera conclui que o que começou como um alerta às potências europeias evoluiu para uma estrutura de domínio regional que, segundo ele, continua sendo “a pedra angular da estratégia americana no hemisfério”.







