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Para entender

Igreja Católica reforça evangelização na Nigéria apesar de violência constante

Símbolos de fé e devoção presentes no cotidiano da Igreja Católica. (Foto: AS Photography / Pixabay.)

Missionários católicos na Nigéria mantêm a atuação religiosa no país mesmo diante de um cenário crítico de insegurança e restrições à liberdade de culto. O padre Solomon Patrick Zaku, diretor das Pontifícias Obras Missionárias, encorajou os religiosos a não desistirem da pregação do Evangelho na nação africana, que enfrenta ataques recorrentes, sequestros e proibição da construção de igrejas.

Quais são os principais riscos enfrentados pelos missionários no território nigeriano?

A situação é de extrema vulnerabilidade para quem decide realizar o trabalho de evangelização. A insegurança está espalhada por quase todas as partes do país, gerando medo constante de ataques violentos. Os religiosos enfrentam o perigo tanto durante os deslocamentos pelas estradas quanto nos próprios locais de culto, que podem ser alvos de investidas criminosas. Existem relatos frequentes de sequestros e assassinatos de cristãos, o que torna a animação missionária uma atividade de alto risco, exigindo que os agentes tirem força de sua fé para continuar a missão.

Como as restrições administrativas dificultam a prática da religião católica?

Além da violência física, existe um entrave burocrático e social imposto em determinadas regiões da Nigéria. Muitas comunidades cristãs sofrem com a proibição ou restrição severa para adquirir terras, o que impede a construção de novas igrejas. Sem templos adequados próximos de onde vivem, os fiéis perdem o acesso a um local confortável para adoração e oração. Esse cenário força grupos inteiros a viajarem distâncias muito longas para conseguir participar de celebrações religiosas, afetando diretamente o cotidiano e a estrutura das comunidades católicas locais.

Qual é o papel da Igreja nigeriana no apoio a outras missões internacionais?

Surpreendentemente, apesar de todos os desafios internos, a Igreja na Nigéria não se limita a receber auxílio. A Conferência Episcopal Católica do país determinou que as coletas arrecadadas no Domingo Mundial das Missões sejam enviadas para um fundo global. Esse recurso serve para apoiar territórios missionários em outros países. Como destacou o padre Solomon Zaku, a instituição nigeriana se posiciona tanto como uma Igreja receptora de ajuda quanto como uma doadora, mantendo viva a tradição de solidariedade financeira e prática com o resto do mundo católico.

De que maneira a juventude está sendo engajada na missão religiosa do país?

A Igreja aposta na formação dos jovens para garantir a continuidade da evangelização. O Movimento Jovem Missionário tem intensificado a catequese e a comunhão para que os novos fiéis entendam que o chamado cristão vai além de ir à missa. Eles são incentivados a ser missionários por meio de ações, orações e até do uso da tecnologia. A proposta é criar equipes de mídia em cada paróquia, permitindo que os jovens utilizem seu interesse por ferramentas digitais para espalhar a mensagem cristã e combater as distrações causadas pelas redes sociais modernas.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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