
Ouça este conteúdo
A Guarda Revolucionária do Irã negou neste domingo que o Estreito de Ormuz tenha sido bloqueado pelos Estados Unidos e advertiu os navios militares para que não se aproximem da zona, depois que o presidente americano, Donald Trump, afirmou que seu país fecharia a passagem e retiraria as minas colocadas pela república islâmica.
“A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica anuncia que, contrariamente às falsas afirmações de alguns funcionários inimigos, o Estreito de Ormuz está sob controle e gestão inteligentes, aberto à passagem inocente de navios civis e sujeito a regulamentações específicas”, afirmou o corpo militar de elite em um comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim. Além disso, o grupo alertou que “qualquer embarcação militar que, sob qualquer pretexto ou justificativa, tente se aproximar do Estreito de Ormuz será considerada uma violação do cessar-fogo e será alvo de uma resposta contundente”.
A advertência iraniana ocorre após o presidente dos Estados Unidos afirmar, também neste domingo, que bloquearia o Estreito de Ormuz e retiraria as minas colocadas pelo Irã na região. Trump declarou que a Marinha de seu país “bloqueará todo e qualquer navio” que tente entrar ou sair do estreito pagando pedágio ao Irã.
O tráfego pelo estratégico Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, foi restringido pelo Irã desde o início da guerra com Israel e os EUA, no último dia 28 de fevereiro, sendo um dos principais pontos de discordância nas negociações que Teerã e Washington realizaram ontem no Paquistão.







