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Para entender

James Engstrom entrega relíquia de Fulton Sheen durante cerimônia de beatificação

Representação da fé cristã na Basílica São Pedro, no Vaticano. (Foto: Robert Cheaib / Pixabay)

James Fulton Engstrom, o jovem que protagonizou o milagre necessário para a beatificação de Fulton Sheen, apresentou uma relíquia de primeira classe do novo beato durante missa em St. Louis, nos Estados Unidos. O evento celebrou a trajetória do arcebispo e a cura inexplicável de Engstrom que, ao nascer em 2010, permaneceu sem sinais vitais por 61 minutos antes de voltar à vida sem sequelas.

Qual é a história do milagre que permitiu a beatificação de Fulton Sheen?

O milagre envolve o nascimento de James Fulton Engstrom, em 2010. O bebê nasceu sem respirar e, apesar de todos os esforços das equipes de emergência e do hospital, não apresentou sinais vitais por 61 minutos. Quando os médicos estavam prestes a declarar oficialmente o óbito, o menino voltou a viver. A Igreja Católica reconheceu formalmente que a sobrevivência e a ausência de danos físicos permanentes ocorreram pela intercessão de Fulton Sheen, algo que a ciência médica não conseguiu explicar, tornando-se o pilar fundamental para elevar o arcebispo aos altares como beato.

Por que o osso da mandíbula foi escolhido como a relíquia principal?

A escolha da mandíbula para a cerimônia de beatificação carrega um forte simbolismo ligado à trajetória de Sheen. Conhecido por sua enorme habilidade como orador e comunicador da fé, o osso da mandíbula representa a ferramenta física que ele utilizou para pregar e ensinar a milhares de pessoas. O Bispo Louis Tylka explicou que essa parte do corpo é muito significativa justamente pela capacidade que Sheen tinha de falar abertamente sobre a religião e converter ouvintes através de sua oratória potente e didática, sendo esta a principal marca de seu ministério durante décadas.

Como foram obtidas e preparadas as relíquias do novo beato?

O processo seguiu normas rígidas de Roma durante o reconhecimento canônico. Como Sheen faleceu em 1979 e seu corpo não estava incorrupto, o túmulo continha apenas ossos após 47 anos de decomposição natural. A Diocese de Peoria recebeu permissão para retirar fragmentos específicos. Além da mandíbula, foram retirados ossos das mãos para serem enviados a Nova York e Rochester, onde ele também serviu. Pequenos fragmentos foram colocados em relicários redondos, chamados de tecas, identificados com a inscrição 'ex ossibus' (dos ossos), destinados à veneração pública em instituições católicas.

Quais são as diferenças entre relíquias de primeira, segunda e terceira classe?

As relíquias de primeira classe são partes do próprio corpo do santo ou beato, como ossos ou cabelos. As de segunda classe são objetos que pertenceram a ele, como roupas, livros ou vestes litúrgicas, que podem inclusive ser doadas a fiéis comuns pela fundação. Já as de terceira classe são itens novos, como terços ou santinhos, que foram tocados em uma relíquia de primeira classe ou no túmulo oficial. No caso de Sheen, o próprio túmulo na Catedral de Santa Maria da Imaculada Conceição, em Peoria, é considerado uma relíquia de primeira classe que atrai peregrinos do mundo todo.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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