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O ditador deposto venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, se declararam nesta quinta-feira (15) inocentes das novas acusações de conspiração para cometer tortura, feitas pela promotoria nos Estados Unidos na semana passada.
Segundo informações da agência EFE, Maduro e Flores compareceram ao Tribunal do Distrito Sul de Nova York, perante o juiz federal Alvin Hellerstein.
A audiência foi marcada porque, além das acusações originais que levaram à captura de Maduro em uma operação militar em Caracas em janeiro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ, na sigla em inglês) acusou o casal na quinta-feira passada (8) de ordenar torturas contra opositores, militares e outras pessoas detidas na Venezuela, incluindo três cidadãos americanos.
Além disso, a promotoria estendeu a Flores a acusação de conspiração para cometer narcoterrorismo, que, até então, recaía apenas sobre o ditador deposto.
Questionado pelo juiz, Maduro declarou-se inocente e afirmou que a acusação baseia-se em “falsos alegações e testemunhos contra a sua pessoa”. Segundo ele, trata-se de um “conjunto de elementos e ataques que ele já conhecia do passado”.
Flores, por sua vez, foi mais contida, limitando-se a declarar-se “completamente inocente” e “não culpada” das novas acusações.
Hellerstein adiou o início do julgamento do casal, de 1º de junho para 14 de junho de 2027, devido às novas acusações. A última audiência antes do início do julgamento ocorrerá em 7 de junho.
Com a nova acusação, Maduro e Flores agora são acusados de conspiração para cometer narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os EUA, posse e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para cometer torturas.
Se condenados por todas as acusações, ambos receberão uma pena mínima obrigatória de 50 anos de prisão.







