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Estados Unidos e Irã sinalizaram neste domingo (24) avanços nas negociações para um acordo de paz entre os dois países. Uma autoridade americana informou à imprensa do país que há um acordo preliminar, ainda não formalizado, para reabrir o Estreito de Ormuz. Outros pontos continuam sendo discutidos.
Trump, afirmou que as negociações avançam de forma “ordenada e construtiva”, mas reiterou a postura rígida do governo norte-americano. Na rede social Truth Social, ele disse ter orientado os representantes a não apressarem um acordo, pois o tempo jogaria a favor dos EUA.
“O bloqueio permanecerá em pleno vigor e efeito até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado. Ambos os lados precisam levar o tempo necessário e fazer isso corretamente. Não pode haver erros! Nossa relação com o Irã está se tornando muito mais profissional e produtiva”, publicou Trump. O presidente também destacou que o Irã precisa entender que não pode desenvolver nem obter uma arma nuclear.
Segundo a agência de notícias Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária iraniana, o acordo priorizaria o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa iraniana, entre os pontos do acordo estariam a suspensão temporária das sanções ao setor petrolífero do Irã, a liberação parcial de fundos iranianos bloqueados e o alívio gradual das restrições no Estreito de Ormuz.
Durante visita diplomática à Índia neste domingo, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou a jornalistas que houve “progressos significativos” nas negociações para um acordo com o Irã e que Trump poderá receber notícias positivas sobre as conversas “ainda hoje”.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, teria dito à agência Tasnim que o acordo pode estar, ao mesmo tempo, muito longe e muito perto. “Por um lado, temos a experiência do lado americano se contradizendo e mudando seus pontos de vista. Eles expressaram posições contraditórias muitas vezes. Não podemos ter certeza absoluta de que essa abordagem não mudará.”
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou ao New York Times ter conversado com Trump e disse que ambos os líderes concordaram que qualquer acordo desse tipo deve obrigar o Irã a desmantelar suas instalações nucleares e remover o urânio enriquecido que poderia ser utilizado na fabricação de uma arma nuclear.
O que inclui o possível acordo entre EUA e Irã?
Segundo informações da agência EFE, o possível pacto incluiria a “recuperação gradual do volume de trânsito marítimo existente antes da guerra” no Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã desde o início dos ataques de EUA e Israel, em 28 de fevereiro. Washington respondeu impondo um cerco naval sobre portos e embarcações da ditadura iraniana desde 13 de abril.
Os Estados Unidos, por sua vez, se comprometeriam a suspender temporariamente as sanções e liberar parte dos ativos iranianos congelados no exterior já na primeira fase do acordo, como condição para a entrada em vigor do memorando.
Segundo duas autoridades dos Estados Unidos ouvidas pelo New York Times, o Irã teria concordado em abrir mão do estoque de urânio enriquecido no âmbito das negociações. A proposta, porém, ainda não definiria de que forma o país se desfaria do material, deixando os detalhes para uma etapa posterior das conversas sobre o programa nuclear iraniano.
O Irã teria exigido que o tema fosse adiado para uma segunda fase das negociações. No entanto, conforme o New York Times, os norte-americanos deixaram claro que, sem um acordo sobre o estoque de urânio já na etapa inicial, a operação militar seria retomada.












