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Enquanto ataca por via aérea o Irã em operação conjunta com os Estados Unidos, Israel voltou a ampliar sua ofensiva contra o território do Líbano para conter novos ataques do Hezbollah, grupo terrorista libanês apoiado pelo regime iraniano e que controla regiões do país.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, disse nesta semana que as Forças de Defesa de Israel (FDI) pretendem ocupar áreas do sul libanês até o rio Litani para criar uma “zona de segurança” ao longo da fronteira.
Desde que Israel e Estados Unidos iniciaram a operação militar contra o Irã, em 28 de fevereiro, o Hezbollah passou a intensificar ataques com foguetes e mísseis contra o norte de Israel, abrindo um segundo front no conflito regional. As ações do grupo libanês foram apresentadas por autoridades israelenses como uma tentativa de aliviar a pressão sobre Teerã, já que o Hezbollah é considerado o principal aliado militar do regime iraniano fora do país.
De acordo com Katz, as tropas israelenses devem assumir o controle de pontes e posições estratégicas até o Litani, rio localizado cerca de 30 quilômetros ao norte da fronteira entre o Líbano e Israel. A declaração foi feita durante reunião com o chefe do Estado-Maior e representa a indicação mais clara até agora de que o governo israelense considera manter presença militar no território libanês.
Autoridades israelenses têm sustentado que a criação de uma zona de segurança na região é necessária para afastar o alcance dos mísseis do Hezbollah das cidades do norte de Israel. Em ações recentes contra o Hezbollah, o Exército israelense bombardeou estruturas do grupo terrorista no sul do Líbano e destruiu pontes sobre o rio Litani.
Segundo análise publicada pelo jornal The Jerusalem Post, fontes militares afirmam que o Exército israelense inicialmente pretendia realizar apenas incursões limitadas para pressionar o Hezbollah, mas a continuidade dos ataques com foguetes pelo grupo terrorista levou a uma mudança gradual de estratégia, incluindo a ideia de manter tropas em território libanês por mais tempo do que o previsto.
O Hezbollah já reagiu afirmando que tratará qualquer ocupação da região como uma ameaça direta à soberania do Líbano e que deve enfrentar as forças de Israel.
Israel já ocupou parte do sul do Líbano entre 1982 e 2000, em um período marcado por confrontos constantes e perdas significativas. Oficiais das Forças de Defesa temem que uma ocupação prolongada volte a expor soldados a emboscadas e aumente a pressão diplomática internacional contra o país.
Dados divulgados pelo Ministério da Saúde libanês indicam que mais de mil pessoas morreram desde o início da nova fase dos combates e que mais de um milhão foram deslocadas no país. Israel, por sua vez, afirma que civis e militares também foram atingidos por foguetes disparados a partir do território libanês.











