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A crise política em Honduras será tema nesta quarta-feira (21) do encontro da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington. O secretário-geral da entidade, José Miguel Insulza, apresentará um relatório sobre o prolongado impasse no país. O presidente Manuel Zelaya foi deposto em um golpe e expulso de Honduras em 28 de junho. Desde então, a empobrecida nação da América Central é controlada pelo governo de facto (termo usado na diplomacia para designar o governo golpista), liderado por Roberto Micheletti. Zelaya, porém, retornou ao país em 21 de setembro e se abrigou na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde permanece.

Zelaya se encontrou na terça-feira (20) com o negociador do governo de facto Arturo Corrales. "Eu queria ouvir por que eles se opõem à nossa proposta e expressar minha vontade de encontrar uma forma pacífica de resolver a crise", afirmou o presidente deposto após o encontro. Corrales disse que o governo de facto notou o "gesto significativo de Zelaya ao estender um convite para continuar o diálogo". Segundo o negociador, essas reuniões "sem dúvida contribuem para uma resolução final".

Um representante de Zelaya, Rasel Tome, disse que o líder deposto foi quem convocou o encontro, pois as negociações estavam estagnadas. O principal ponto de discórdia entre os dois lados é sobre a volta de Zelaya ao cargo.

Eleições

Em 29 de novembro, haverá eleições presidenciais em Honduras. Países e entidades da região ameaçam não reconhecer a disputa, caso Zelaya não esteja no poder. Micheletti insiste que a Suprema Corte deve decidir sobre a volta do líder deposto. Porém para Zelaya, os magistrados dessa corte estão entre os golpistas, por terem apoiado sua deposição.

Aproximadamente 2 mil partidários do presidente deposto foram às ruas de Tegucigalpa ontem para protestar. No dia anterior, o governo de facto suspendeu um decreto restringindo liberdades civis.

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