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Casa Branca

Por que Donald Trump não pode concorrer à reeleição em 2028?

Eleições nos Estados Unidos e o rumo do governo Trump
Midterms nesta terça-feira (3) definem o rumo dos últimos dois anos de Trump na Casa Branca. (Foto: EFE/EPA/Shawn Thew)

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a dizer que gostaria de disputar um terceiro mandato em 2028, mas reconheceu que há um impedimento legal. Em entrevista ao podcast Pod Force One, do jornal New York Post, publicado nesta segunda-feira (2), ele afirmou que a redação da Constituição norte-americana é muito restritiva.

Trump não pode concorrer à reeleição em 2028 porque a 22ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos proíbe que uma pessoa seja eleita presidente mais de duas vezes.

O republicano já exerceu um mandato entre 2017 e 2021 e voltou à Casa Branca em janeiro de 2025, após vencer as eleições de 2024. O fato de os dois mandatos não serem consecutivos não altera a restrição constitucional. “Adoraria me candidatar novamente se tivesse a oportunidade, mas a redação (da Constituição) é muito estrita”, disse Trump à colunista do New York Post Miranda Devine.

Por outro lado, o presidente americano ressaltou que ainda tem tempo para avançar na agenda política durante o atual mandato. “Nos restam mais de dois anos. É muito tempo. Muitas coisas podem ser feitas nesse período”, afirmou.

Em outras ocasiões, Trump já sugeriu a possibilidade de buscar um terceiro mandato, embora tenha reconhecido o impedimento legal. Uma eventual mudança nas regras exigiria uma alteração constitucional, um processo complexo que depende de maiorias qualificadas no Congresso e da ratificação pelos estados. A 22ª Emenda foi ratificada em 1951, justamente para limitar o número de vezes que uma pessoa pode ser eleita presidente.

Republicanos enfrentam teste nas eleições de meio de mandato

As declarações de Trump ocorrem às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms, marcadas para esta terça-feira (3). Os eleitores escolherão os 435 integrantes da Câmara dos Representantes, renovarão 35 das 100 cadeiras do Senado — 33 em eleições regulares e duas em disputas especiais — e votarão em candidatos a governador em 36 estados, além de cargos estaduais e locais.

O Partido Republicano tenta preservar as maiorias que mantém nas duas Casas do Congresso. Na Câmara dos Representantes, a disputa é importante porque todos os 435 assentos estão em jogo. No Senado, os republicanos também precisam defender uma maioria estreita. Caso percam o controle de qualquer uma das Casas, terão menos capacidade de avançar com a agenda presidencial, enquanto os democratas poderão ampliar a fiscalização do governo e abrir investigações parlamentares.

O custo de vida, a economia e a imigração estão entre os principais temas da campanha. Os republicanos defendem medidas tributárias e políticas de segurança na fronteira adotadas pelo governo Trump, enquanto os democratas exploram a insatisfação dos eleitores com os preços e com a condução da administração federal.

O resultado das midterms também poderá influenciar o cenário político para 2028, quando os partidos começarão a organizar as estratégias para a próxima eleição presidencial. Embora Trump não possa ser eleito presidente pela terceira vez, o desempenho dos republicanos poderá afetar o peso político do presidente e a escolha do nome na tentativa de fazer o sucessor na Casa Branca. (Com Agência EFE)

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