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relações internacionais

Presidente argentino se soma a pedido para que Obama abra arquivos sobre a ditadura

Documentos desclassificados nos Estados Unidos mostram que Washington encorajou o golpe de Estado

Macri teria concordado com o pedido das Avós da Praça de Maio para falar com Obama sobre documentos | LULA MARQUES/Agência PT
Macri teria concordado com o pedido das Avós da Praça de Maio para falar com Obama sobre documentos (Foto: LULA MARQUES/Agência PT)

O presidente argentino, Mauricio Macri, vai se somar ao pedido das Avós da Praça de Maio para que Barack Obama abra arquivos da ditadura (1976-1983), durante a visita do presidente americano a Buenos Aires, 40 anos após o golpe militar, anunciou uma fonte do governo.

“Na reunião que aconteceu na residência presidencial duas semanas atrás, Estela de Carlotto expôs esta necessidade e a transmitiu ao presidente. Ele tomou nota e assentiu”, disse o secretário de Direitos Humanos, Claudio Avruj, segundo o jornal “La Nación”.

Obama visitará a Argentina a partir de 23 de março. A data da partida não foi divulgada. No dia 24, haverá uma grande manifestação popular para marcar os 40 anos do golpe que instaurou o regime militar no país.

Estela contestou “que venha o presidente de um país que foi o que fez a Doutrina da Segurança Nacional”, que caracterizava como subversiva qualquer oposição.

Milhares de pessoas desapareceram ou tiveram que se exilar devido à perseguição política do regime. Avós recuperaram a identidade de 119 netos roubados quando bebês, mas ainda buscam outros 400.

Documentos desclassificados nos Estados Unidos mostram que Washington encorajou o golpe de Estado e preparou quadros militares para praticar torturas e eliminação de opositores na Escola das Américas.

“Estamos totalmente convencidos de que tudo o que trouxer informações para completar os dados sobre o que aconteceu naquela época tão difícil ajuda a todos nós”, disse Avruj sobre a desclassificação de documentos em poder dos Estados Unidos.

Em meio à polêmica, o governo argentino irá realizar o ato central para marcar os 40 anos do golpe de Estado seis dias antes do 24 de março.

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