
O Papa Leão XIV celebrou uma missa nesta quinta-feira (6), em Assis, na Itália, onde convocou cerca de 2.500 jovens a se tornarem novos santos. Durante o Encontro de Jovens Franciscanos GO!, o pontífice enfatizou a necessidade de rejeitar a dominação e a arrogância, incentivando as novas gerações a trabalharem por uma fraternidade global fundamentada no amor e no serviço aos mais pobres.
Qual é o significado da convocação para serem novos santos?
O Papa Leão XIV explicou que ser um 'novo santo' nos dias de hoje significa ter a coragem de acreditar no Evangelho e viver com a liberdade de Jesus Cristo. Ele pediu que os jovens abracem a 'Irmã Pobreza', um conceito franciscano que preza pelo desapego material e pela solidariedade. Para o pontífice, essa santidade não é algo distante, mas uma escolha prática de transformar a própria vida para iluminar e curar os problemas do mundo atual.
O que o pontífice quis dizer ao criticar a cultura do poder?
Ele alertou que a busca pelo poder e pela dominação separa os seres humanos e nega a dignidade de muitos. Rejeitar essa cultura significa derrubar muros e libertar a sociedade de inimigos inventados pelo medo ou pela ignorância. Em vez de explorar e dominar, o Papa sugeriu que o mundo deve ser visto como um lugar de irmãos e irmãs que devem ser cuidados. Ele destacou que seguir esse caminho pode trazer incompreensão, mas é essencial para uma convivência pacífica.
Por que a cidade de Assis e a Porciúncula são importantes nesse contexto?
Assis é o berço de São Francisco e Santa Clara, figuras que revolucionaram a Igreja há oito séculos ao escolherem uma vida de extrema simplicidade. A Porciúncula é uma pequena capela onde São Francisco iniciou sua vocação. O Papa utilizou esse cenário histórico para mostrar que, assim como no passado, a transformação social começa quando indivíduos decidem viver o Evangelho de forma simples e radical, restaurando relacionamentos com Deus e com a natureza.
Como os jovens podem aplicar essa mensagem na prática?
A recomendação é que coloquem suas habilidades, estudos, trabalho e amizades a serviço da 'civilização do amor'. O Papa incentivou os participantes a irem para as 'margens' da sociedade, onde a injustiça é mais forte, para defender os direitos dos filhos de Deus. Ele encerrou reforçando que a espiritualidade franciscana é uma ferramenta poderosa para salvaguardar a harmonia entre as pessoas e a criação, agindo como instrumentos de paz.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.





