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Conflito no Irã

Repressão no Irã aumenta e Trump diz que EUA estão “prontos para ajudar” manifestantes

Manifestantes protestam em Teerã contra políticas econômicas enquanto a repressão das forças de segurança se intensifica, em meio a apelos internacionais por liberdade no Irã.
Manifestantes protestam em Teerã contra políticas econômicas enquanto a repressão das forças de segurança se intensifica, em meio a apelos internacionais por liberdade no Irã. (Foto: Reprodução/HENGAW/EFE)

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (10) que seu governo está disposto a oferecer “ajuda” pela “liberdade” do Irã. A declaração ocorre em meio às manifestações que chegaram à segunda semana e que contestam políticas econômicas no país.

Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que “o Irã busca a liberdade, talvez como nunca antes”. O presidente americano acrescentou que os Estados Unidos "estão prontos para ajudar".

A manifestação de apoio acompanha a posição da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Ela também disse, neste sábado, que a Europa “apoia totalmente” mulheres e homens iranianos que pedem liberdade.

De acordo com informações da Agência EFE, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também escreveu nas redes sociais que “os EUA estão ao lado do corajoso povo do Irã”. Segundo ele, os protestos contra as políticas econômicas se espalharam por dezenas de cidades. Além disso, destacou que elas desafiam a autoridade do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.

Trump não detalhou quais ações poderia adotar, mas alertou anteriormente para a possibilidade de intervir no Irã em resposta à repressão violenta aos manifestantes. De acordo com relatório divulgado na sexta-feira pela organização civil Iran Human Rights Governance (IHRNGO), ao menos 51 pessoas morreram desde 28 de dezembro.

No décimo quarto dia de manifestações, com o país ainda sem comunicações, os militares iranianos afirmaram, neste sábado, que vão reagir com firmeza a qualquer “plano” apoiado pelos Estados Unidos que, segundo eles, busque provocar instabilidade e comprometer a segurança da República Islâmica.

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Segundo relatos obtidos pela CNN, a dimensão e a diversidade dos protestos em Teerã chamaram a atenção de quem esteve nas ruas. Uma mulher e um homem disseram ter visto pessoas de todas as faixas etárias participando das manifestações na capital iraniana na última quinta-feira (8) e na sexta-feira (9).

De acordo com os relatos, o cenário mudou drasticamente na noite seguinte. As forças de segurança, armadas com fuzis de uso militar, teriam aberto uma repressão violenta, resultando na morte de “muitas pessoas”, segundo os manifestantes ouvidos pela emissora.

Em outro bairro de Teerã, participantes dos protestos contaram à CNN que prestaram socorro a um homem de aproximadamente 65 anos gravemente ferido durante a repressão. Ele apresentava cerca de 40 balas de borracha alojadas nas pernas e um braço quebrado. O grupo tentou levá-lo a diferentes hospitais, mas descreveu o atendimento como desorganizado e fora de controle. Uma mulher afirmou ter visto “corpos empilhados uns sobre os outros” dentro de uma unidade hospitalar.

Outros manifestantes relataram à CNN que a quantidade de pessoas nas ruas não tinha precedentes, superando tudo o que já haviam presenciado antes, e classificaram as cenas como “extremamente belas e cheias de esperança”.

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