
Ouça este conteúdo
A revista inglesa The Economist publicou nesta quinta-feira (6) no seu site uma análise da eleição presidencial de outubro no Brasil, destacando a ascensão de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas.
O texto aborda a polarização política no país, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio bem à frente dos outros candidatos nas pesquisas.
“Quem vencer governará um país dividido. Cerca de metade dos brasileiros afirma que jamais votaria em Lula, e uma parcela semelhante diz que nunca votaria em Flávio”, disse a Economist.
“A vantagem de Lula nas intenções de voto é pequena. As principais preocupações dos eleitores são a corrupção e a criminalidade, e Lula é visto como fraco nas duas questões. Ele cumpriu 19 meses de prisão por corrupção antes de sua condenação ser anulada por uma questão processual em 2021. Muitos eleitores nunca o perdoaram”, escreveu a revista inglesa.
A Economist citou o contato com o banqueiro Daniel Vorcaro para pedir financiamento ao filme “Dark Horse” e os desentendimentos com a madrasta Michelle Bolsonaro como fatores que fizeram Flávio perder pontos nas pesquisas recentemente, mas afirmou que ele “recuperou terreno nas últimas semanas, à medida que aliados políticos de Lula e seu filho se viram envolvidos em escândalos de corrupção”.
Sobre a questão da segurança, a Economist lembrou que “em uma pesquisa do [instituto] Ipsos divulgada em junho, 47% dos brasileiros apontaram a violência como o principal problema do país, um aumento de sete pontos percentuais em relação ao ano anterior”.







