
Ouça este conteúdo
O Serviço de Segurança Diplomática dos Estados Unidos identificou e ajudou a prender um homem de Miami, na Flórida, acusado de publicar ameaças de morte contra o secretário de Estado, Marco Rubio, e contra a enviada especial do Departamento de Estado, Kristi Noem. Jon Christopher Enriquez, de 47 anos, declarou-se culpado na última sexta-feira (7) por três acusações de transmissão de ameaças por meios de comunicação interestadual, segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
De acordo com os registros judiciais citados pela Procuradoria Federal do Distrito Sul da Flórida, Enriquez usou a rede social X para publicar uma série de ameaças públicas contra Rubio e Noem em 27 de maio. As mensagens foram feitas em três publicações diferentes e incluíam afirmações de que os dois integrantes do governo seriam executados em horários específicos.
O Departamento de Estado informou que o caso foi investigado pelo Escritório de Segurança Diplomática, responsável pela proteção de autoridades e instalações diplomáticas americanas. Segundo o órgão, agentes identificaram as ameaças, acompanharam a escalada das mensagens e atuaram para localizar e colocar o suspeito sob custódia.
A investigação contou ainda com apoio do Serviço de Investigação Criminal Naval, do Departamento de Polícia da Flórida, da Polícia de Miami e do Gabinete do Xerife de Miami-Dade. O Serviço de Segurança Diplomática também trabalhou em coordenação com a Procuradoria Federal do Distrito Sul da Flórida durante a investigação e o processo criminal.
“Ameaçar executar autoridades públicas não é discurso político, é um crime federal”, afirmou o procurador federal Jason A. Reding Quiñones.
O diretor do Serviço de Segurança Diplomática, Nicholas Collura, também afirmou que ameaças contra o secretário de Estado ou outros altos integrantes do Departamento de Estado são tratadas como uma questão grave de segurança. Segundo ele, proteger as autoridades que atuam em nome do país é uma das principais prioridades do órgão.
Conforme o Departamento de Justiça, cada uma das acusações pode resultar em pena máxima de cinco anos de prisão federal. O caso ainda será revisado por um juíz.







