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Guerra na Síria

Tensão entre Síria e Turquia aumenta enquanto ofensiva obriga 800 mil a deixar Idlib

  • PorHelen Mendes
  • 13/02/2020 21:34
Combatentes sírios apoiados pela Turquia na cidade de Sarmin, a cerca de 8 Km da cidade de Idlib, noroeste da Síria, 11 de fevereiro de 2020
Combatentes sírios apoiados pela Turquia na cidade de Sarmin, a cerca de 8 Km da cidade de Idlib, noroeste da Síria, 11 de fevereiro de 2020| Foto: Omar HAJ KADOUR / AFP

As tensões aumentaram nas últimas semanas entre a Síria e a Turquia, que apoia rebeldes sírios no combate à ditadura de Bashar al-Assad. O governo turco alegou nesta quinta-feira que 55 militares sírios foram mortos em ataques da Turquia na Síria, sem oferecer evidências.

O governo sírio, apoiado pela Rússia, intensificou nos últimos meses as ofensivas contra a província de Idlib, no noroeste da Síria, o último território controlado por rebeldes no país. A Turquia tem forças em postos de observação militar na região e aumentou a sua presença militar após ataques de Damasco às tropas turcas.

As forças de Assad que combatem os rebeldes no noroeste do país tomaram o controle de uma rodovia estratégica que liga as quatro maiores cidades da Síria. Em meio a essa ação, rebeldes derrubaram um helicóptero militar da Síria na terça-feira, matando todos os tripulantes, segundo o governo turco e líderes dos rebeldes.

Comboio militar turco de tanques e veículos blindados passa pela cidade de Idlib, noroeste da Síria, perto da fronteira com a Turquia, 7 de fevereiro de 2020
Comboio militar turco de tanques e veículos blindados passa pela cidade de Idlib, noroeste da Síria, perto da fronteira com a Turquia, 7 de fevereiro de 2020| Aref TAMMAWI / AFP

Pelo menos 55 militares do Exército da Síria foram mortos nos últimos ataques do Exército da Turquia em Idlib, de acordo com o governo turco. "Segundo as últimas informações, procedentes de várias fontes na região de Idlib, 55 soldados do regime foram neutralizados hoje", afirmou nesta quinta-feira o Ministério da Defesa turco em comunicado divulgado pela imprensa local.

A ação da Turquia foi uma resposta a bombardeios que causaram 14 mortes entre soldados turcos na região na semana passada. "A Turquia irá atacar forças do governo da Síria em qualquer lugar se mais algum soldado turco se ferir e usar a força aérea caso necessário", disse o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan na quarta-feira.

Erdogan disse ao Parlamento que a Turquia está determinada a expulsar as forças do governo da Síria dos postos de observação em Idlib até o final de fevereiro. "Faremos isso por qualquer meio necessário, por ar ou terra", declarou.

O enviado especial dos Estados Unidos para a Síria, James Jeffrey, afirmou em visita a Ancara que os EUA apoiam o "direito da Turquia se defender" do exército sírio em Idlib.

Crise humanitária

A violência na região já obrigou cerca de 800 mil pessoas a deixar Idlib desde dezembro, quando teve início a ofensiva do governo sírio contra os rebeldes que controlam a região, disse a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira. Apenas nos últimos três dias, 140 mil sírios deixaram a região. Essa é a maior onda de deslocamento no conflito que já dura nove anos no país, disse a ONU.

  • Crianças que tiveram que fugir de ataques de forças sírias brincam na neve em acampamento para deslocados em Tal Abyad, norte da Síria, 13 de fevereiro de 2020 | Foto: Bakr ALKASEM / AFP
  • Sírios deslocados abandonam Aleppo e Idlib e seguem para o distrito de Afrin, na fronteira com a Turquia, após escalada da ofensiva do regime sírio, 13 de fevereiro de 2020 | Foto: Rami al SAYED / AFP

Segundo a ONU, pelos menos 60% das 800 mil pessoas deslocadas são crianças e cerca de 82 mil pessoas estão dormindo ao ar livre. A crise é agravada por temperaturas abaixo de 0º C, escassez de itens básicos e falta de espaço.

"Esse nível de deslocamento não poderia ocorrer em pior hora, enquanto mais e mais pessoas estão apertadas em uma área cada vez menor com pouco mais do que a roupa do corpo", David Swanson, porta-voz da ONU para a crise na Síria, disse ao New York Times. Swanson disse que muitas pessoas precisam fugir durante a noite para não serem detectados, com temperaturas congelantes.

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