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Protestos contra o regime

Trump cancela diálogo com Irã e incentiva “tomada das instituições”; total de mortos chega a 2 mil

Decreto assinado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, trata do controle e da proteção das receitas do petróleo da Venezuela mantidas em contas americanas.
O presidente dos EUA, Donald Trump, apoia protestos contra a repressão brutal do regime do Irã (Foto: EFE/EPA/NICOLE COMBEAU/POOL)

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O presidente dos EUA, Donald Trump, elevou o tom contra o regime do Irã nesta terça-feira (13) ao anunciar que cancelou todos os canais de diálogo com as autoridades daquele país. O número de mortos nas últimas semanas foi atualizado para cerca de dois mil, de acordo com dados oficiais.

Por meio de uma publicação na Truth Social, o líder republicano ainda incentivou os manifestantes a continuarem com os protestos e "tomarem as instituições".

“Patriotas iranianos, CONTINUEM PROTESTANDO - TOMEM O CONTROLE DE SUAS INSTITUIÇÕES!!!”, escreveu Trump nas redes sociais.

“Guardem os nomes dos assassinos e agressores. Eles pagarão um preço alto”, prosseguiu ele. “Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que o assassinato sem sentido de manifestantes PARE. A AJUDA ESTÁ A CAMINHO”, acrescentou.

Publicação de Trump na rede social própria, Truth Social, em apoio aos protestos no Irã. Crédito: reprodução/Truth Social

A nova manifestação de Trump vai na contramão do que havia sugerido no domingo passado, quando disse estar aberto a negociações com o regime iraniano após ter recebido contato de autoridades do país durante o fim de semana. Na ocasião, ele afirmou que uma reunião estava sendo organizada, mas que os EUA poderiam agir antes disso para frear a violência contra os manifestantes.

A agência de notícias Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos EUA, atualizou seus dados nesta terça-feira, registrando pelo menos 1.850 mortes de manifestantes em mais de duas semanas de protestos contra o regime dos aiatolás. Os relatórios da organização apontam ainda que pelo menos 16.784 pessoas foram presas nesse período e correm risco de vida.

Trump deve se reunir na tarde desta terça-feira com sua equipe sênior de segurança nacional para discutir suas opções em relação ao Irã.

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