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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, resolveu dar o troco no Irã e anunciou nesta segunda-feira (10) que as negociações com o regime islâmico passarão a incluir a exigência de que este pague indenizações a familiares de suas vítimas.
O anúncio de Trump veio depois que o Irã afirmou no fim de semana que um acordo que está sendo negociado com Omã para administrar o Estreito de Ormuz não seria suficiente para reabrir a passagem marítima e que os Estados Unidos ainda precisariam cumprir uma série de exigências, como pagamento de indenizações, a retirada das tropas americanas de países vizinhos e o fim do bloqueio naval dos EUA a portos iranianos.
“Vejo que representantes da República Islâmica do Irã estão pedindo indenização pelos danos sofridos durante o conflito militar dos últimos cinco meses (iniciado porque ELES NÃO TERÃO UMA ARMA NUCLEAR), embora isso nunca tenha sido mencionado em nenhuma de nossas negociações ou reuniões!”, escreveu Trump na rede Truth Social.
“Mas é uma ideia interessante, pois agora também exijo indenização do Irã por todas as pessoas que eles mataram e feriram gravemente com suas bombas à beira de estradas e em muitos conflitos — pelos quais são famosos, sob a liderança inicial do general [Qassem] Soleimani [morto em 2020] —, incluindo as famílias dos mortos no USS Cole e milhares de outros mortos em combate”, acrescentou Trump, citando um navio de guerra americano alvo de um atentado suicida em 2000 que matou 17 militares.
A Al-Qaeda reivindicou responsabilidade, mas posteriormente a Justiça Federal americana determinou que o Irã e o Sudão foram cúmplices no ataque.
“Além disso, deve ser paga indenização às famílias das centenas de milhares de manifestantes inocentes que o Irã matou nos últimos 50 anos, sem mencionar os 52 mil mortos nos últimos cinco meses. Instruí meus representantes a incluírem isso firmemente em todas as negociações futuras”, acrescentou Trump na mensagem desta segunda-feira.
Segundo autoridades americanas ouvidas pelo The Wall Street Journal, Trump chegou a conversar com assessores de alto escalão sobre a possibilidade de retirar suas tropas do conflito mesmo que um acordo nuclear não seja alcançado, desde que os EUA consigam manter o programa nuclear iraniano “sob controle” e que o tráfego em Ormuz seja totalmente retomado, algo que está sendo ameaçado pelas exigências do Irã.







