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Como falar de honestidade, coragem e caridade com as crianças e jovens

Os pais têm papel insubstituível na formação dos filhos, mas não precisam – e não devem – enfrentar esse desafio sozinhos. (Foto: Keren Fedida / Unsplash )

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Em uma sociedade marcada pela relativização de valores, pela exposição cada vez mais precoce das crianças a conteúdos de qualidade questionável e pela escassez de produções audiovisuais infantojuvenis que aliem entretenimento e formação, oferecer boas referências às novas gerações tornou-se um grande desafio para educadores e famílias.

Diante desse cenário, uma pergunta se impõe: como aproximar crianças e jovens de histórias que, além de despertar o interesse e a imaginação, contribuam para a formação do caráter e para a compreensão de valores essenciais à vida em sociedade?

Uma das respostas para este dilema pode ser encontrada na rica tradição cultural e educacional católica, que nasceu no Brasil a partir da chegada dos Jesuítas em nosso território. Especialistas na área destacam a importância de narrativas capazes de apresentar, de maneira acessível e atraente, virtudes universais como justiça, temperança, coragem, honestidade e caridade.

A tecnologia, quando utilizada com intencionalidade pedagógica e critérios adequados, pode se tornar uma aliada das escolas na formação de caráter e na transmissão dessas virtudes. Ela permite ampliar o acesso a produções culturais que inspiram bons exemplos, estimulam o pensamento crítico e favorecem conversas sobre valores fundamentais.

Uma pergunta se impõe: como aproximar crianças e jovens de histórias que, além de despertar o interesse e a imaginação, contribuam para a formação do caráter e para a compreensão de valores essenciais à vida em sociedade?

Iniciativas nessa direção já começam a apresentar resultados pelo Brasil. Um exemplo é o trabalho de curadoria desenvolvido pela plataforma de streaming Lumine, com o projeto Lumine nas Escolas que, apenas na fase piloto de seu projeto voltado para escolas  e instituições sem fins lucrativos, alcançou 15 instituições e impactou diretamente mais de 600 crianças.

A proposta do Lumine nas Escolas busca facilitar o acesso a conteúdos audiovisuais selecionados por seu potencial educativo, oferecendo aos professores recursos que podem ser incorporados à rotina pedagógica. Esta parceria é colocada em prática através dos chamados patronos, profissionais liberais, executivos, empresas, que se inserem na proposta e são responsáveis por disponibilizar a infraestrutura para sua implementação.

Para que movimentos como esse alcancem mais estudantes, porém, é necessário reconhecer que a boa vontade dos educadores, por si só, nem sempre é suficiente. Os professores já enfrentam inúmeras responsabilidades e precisam de ferramentas que facilitem a escolha de conteúdos apropriados e sua aplicação em sala de aula.

Diante desse desafio, a participação de apoiadores da sociedade civil é fundamental. Uma pesquisa do Instituto Ayrton Senna apurou que 78% dos brasileiros esperam que marcas contribuam mais ativamente em causas sociais, e a educação aparece entre as três mais valorizadas.

Este dado corrobora uma dimensão essencial dessa discussão: a educação não pode ser tratada como uma responsabilidade exclusiva das famílias das crianças ou das escolas. Os pais têm papel insubstituível na formação dos filhos, mas não precisam – e não devem – enfrentar esse desafio sozinhos.

Por este motivo, iniciativas desenvolvidas como no caso da Lumine, com o envolvimento dos patronos, destacam-se ao colaborar para a construção de ambientes que favoreçam o desenvolvimento das novas gerações.  Impulsionada pelo envolvimento destes parceiros, a Lumine espera atingir 1 mil escolas no Brasil apenas em 2026. Para quem quiser se engajar neste movimento, basta acessar o portal do projeto.

Essa participação não significa substituir o trabalho dos educadores nem interferir na autonomia das instituições de ensino. Significa somar esforços, respeitar as diferentes realidades escolares e oferecer condições para que crianças e jovens tenham acesso a boas referências culturais, oportunidades de aprendizagem e experiências que estimulem a responsabilidade, o respeito, a solidariedade e o compromisso com o bem comum.

Isadora Ricardo é coordenadora de Comunicação da Lumine.

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