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O depoimento de um comerciante prestado à Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados adicionou novos elementos à suspeita de que a acusação de estupro contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), vice na chapa de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, teria sido forjada.
O depoente, um comerciante do Rio de Janeiro identificado como "Luiz", afirmou ter presenciado o aliciamento de uma adolescente para incriminar o parlamentar mediante o pagamento de R$ 16,5 mil. O depoimento do comerciante à Polícia Legislativa, que ocorreu em abril, foi gravado em vídeo e veiculado nesta segunda-feira (10) pelo portal Poder360, entre outros veículos.
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Como o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) foi citado no depoimento como participante de uma teleconferência em que a trama teria sido combinada, o caso foi encaminhado à Polícia Legislativa em maio. O parlamentar ingressou no STF pedindo a nulidade dos procedimentos investigativos que resultaram no depoimento.
O parlamentar negou qualquer participação no caso, e classificou as declarações do homem como "picaretagem". Ele defendeu a prisão do depoente pela Polícia Federal. Em resposta publicada no X a uma reportagem do portal O Antagonista, o parlamentar petista negou conhecer a testemunha e os citados.
“Isso é uma picaretagem. Desconheço os citados e a suposta investigação da Polícia Legislativa. Não conheço os envolvidos e não participei de reuniões para tratar desse assunto. A primeira coisa que a Polícia Federal tem que fazer é investigar esse tal ‘tio Luiz’ e prender esse cara. Esse depoimento é inventado e lança mais uma suspeita sobre o Alfredo Gaspar”, declarou Lindbergh.
Gaspar diz que acusação de estupro é falsa
O deputado Alfredo Gaspar negou o crime desde o surgimento da denúncia e colocou-se à disposição para realizar um exame de DNA a fim de comprovar a falsidade da acusação. A relação seria de um primo seu com uma menor de idade e ela teria engravidado em uma relação consensual.
A acusação veio a público no final de março, durante o encerramento dos trabalhos da CPMI do INSS, que apurava descontos irregulares em benefícios de aposentados. Enquanto Gaspar apresentava o relatório final do colegiado, Lindbergh Farias e a senadora Soraya Thronicke apresentaram a notícia-crime, relatando o suposto estupro de vulnerável. O ato foi visto como uma tentativa de esvaziar os trabalhos investigativos do colegiado.
O caso foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), ganhando maior repercussão política após a confirmação da indicação de Gaspar como vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro. Diante do desdobramento, o ministro do STF Gilmar Mendes cobrou maiores esclarecimentos sobre a denúncia.
Procurada para comentar o novo depoimento, a senadora Soraya Thronicke manteve o posicionamento adotado na última semana e informou que prestará os esclarecimentos devidos no prazo legal de 15 dias.






