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Um manifesto assinado por 157 empresários, executivos, economistas, cientistas e personalidades cobra investigação completa, célere e independente sobre fatos recentes envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outras autoridades dos Três Poderes.
O documento também defende o afastamento cautelar de autoridades que venham a ser formalmente investigadas e a criação de um código de conduta vinculante para as cortes superiores e órgãos de investigação e acusação.
Intitulado “Pela lei e pelo Brasil”, o manifesto será publicado na edição impressa do Estadão desta quarta-feira (9). A articulação do documento começou na semana passada, por iniciativa do grupo “Integridade das Instituições dos Três Poderes”.
O movimento ganhou força após as revelações de uma troca de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
O documento, porém, afirma que a cobrança não se dirige a pessoas específicas, mas à necessidade de esclarecer responsabilidades e preservar a integridade das instituições.
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Manifesto cobra investigação e afastamento cautelar
O texto pede uma “apuração completa, célere e independente” dos fatos e das responsabilidades relacionadas às denúncias recentes.
Também defende que autoridades formalmente investigadas deixem cautelarmente os cargos enquanto durarem as apurações.
Outra reivindicação consiste na adoção urgente de um código de conduta vinculante para as cortes superiores e para os órgãos responsáveis pela investigação e pela acusação.
A proposta busca estabelecer parâmetros de atuação para autoridades que ocupam posições de comando nas instituições.
O manifesto afirma ainda que os episódios recentes não representam um caso isolado e relaciona a crise a problemas mais amplos no funcionamento das instituições.
Os signatários defendem que a apuração ocorra com respeito ao devido processo legal e sem direcionamento contra pessoas específicas.
Lista reúne empresários, economistas e cientistas
Entre os 157 signatários estão nomes de diferentes áreas. A lista inclui os economistas Ana Paula Vescovi, André Lara Resende, Armínio Fraga, Elena Landau, Gustavo Franco, Mailson da Nóbrega, Marcelo Kayath e Persio Arida.
Também assinam o documento o apresentador Luciano Huck, o escritor e compositor Nelson Motta, a cientista Mayana Zatz, o cientista Fernando Reinach e o engenheiro e empresário Sílvio Meira.
A relação inclui ainda empresários e executivos como Luiza Helena Trajano, Guilherme Leal, Pedro Parente, Pedro Passos, Walter Schalka, Wilson Ferreira Junior, Fábio Barbosa, Eduardo Sirotsky Melzer, Eugênio Mattar, Frederico Trajano, Gustavo Ioschpe, Horácio Lafer Piva, José Galló, Maria Silvia Bastos Marques, Paulo Kakinoff e Pedro Wongtschowski, entre outros.
O grupo Mulheres do Brasil também aparece entre os apoiadores do manifesto.
Mobilização ocorre em meio à crise envolvendo Banco Master
A iniciativa ocorre em meio ao aumento das discussões sobre a atuação de integrantes do STF e de outras autoridades após as revelações relacionadas ao Banco Master.
Além da troca de mensagens entre Moraes e Vorcaro, o episódio passou a envolver também integrantes da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República e outros ministros do Supremo.









