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Estado de saúde

Michelle relata tonturas de Bolsonaro e vê “risco real” de ele sofrer nova queda

Michelle Bolsonaro
Michelle visita Bolsonaro na sede da PF em Brasília, onde o ex-presidente está preso desde o dia 22 de novembro. (Foto: Isaac Fontana/EFE)

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou nas suas redes sociais neste sábado (10) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vem apresentando tonturas e instabilidade ao se levantar, quadro que, segundo ela, aumentaria o risco de uma nova queda semelhante à que ele sofreu recentemente na cela da Polícia Federal (PF) onde cumpre pena de prisão. Ela descreveu que o medo de um novo acidente é real e que a assistência médica deveria ser imediata.

Segundo relatos médicos e da própria família, Bolsonaro sofreu uma queda na madrugada da última terça-feira (6), quando caminhava dentro do quarto de detenção na Superintendência da PF em Brasília. O ex-presidente bateu a cabeça em um móvel e apresentou lesão leve em partes moles da face e do crânio.

Ele foi posteriormente autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a ser conduzido ao hospital DF Star para exames como tomografia, ressonância magnética e eletroencefalograma, que descartaram lesões intracranianas graves.

No fim de dezembro de 2025, Bolsonaro havia passado por uma cirurgia de hérnia inguinal e por procedimentos médicos para tratar de crises persistentes de soluços — uma condição que pode agravar desconforto e afetar a respiração e o sono. Para isso, foi submetido a bloqueios do nervo frênico em múltiplas sessões, tipo de intervenção que visa interromper os impulsos que mantêm os soluços prolongados, situação que se repetiu em diferentes episódios nos últimos meses.

Após a alta do hospital no início de janeiro, a família e a defesa relataram que Bolsonaro continuava a apresentar episódios de soluços e, nas redes sociais, o filho Carlos Bolsonaro (PL) confirmou que as crises persistiam.

Familiares e advogados também têm reclamado das condições da sala onde o ex-presidente cumpre pena, especialmente sobre barulho contínuo do ar-condicionado, que, segundo eles, dificulta o repouso e pode agravar sintomas como mal-estar — ponto que chegou a ser questionado no STF e que levou à determinação de esclarecimentos por parte da PF.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) recebeu denúncias formais sobre a garantia de assistência médica adequada ao ex-presidente, considerando o histórico clínico complexo, episódios de trauma decorrente de queda, as crises de soluços intratáveis e outras comorbidades associadas à idade.

O órgão chegou a determinar a instauração de sindicância pelo Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) para apurar a assistência prestada, destacando a necessidade de monitoramento contínuo e atuação de múltiplas especialidades médicas. A competência da sindicância foi negada por Moraes, que mandou ainda a PF ouvir o presidente do CFM.

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