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O ministro José Guimarães (PT-BA), das Relações Institucionais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criticou a decisão tomada mais cedo pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, das funções da autoridade. Além dele, o magistrado estendeu a medida ao diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, e a abertura de um processo na corregedoria.
A crítica de Guimarães ocorre antes de um pronunciamento oficial do governo sobre a situação e em meio à preparação da reação da Advocacia-Geral da União (AGU) de contestar a decisão de Mendonça. O órgão alegará que o magistrado viola a competência exclusiva da presidência da República com a medida.
“A decisão do Ministro André Mendonça [...] é descabida e uma intromissão onde não lhe cabe. Apurar eventuais indícios de delitos está correto. Mas essa medida me cheira como eleitoral. Isso não pode”, disse Guimarães.
O ministério de Guimarães é responsável pela articulação política do governo com os outros Poderes da República, principalmente com o Legislativo. No entanto, normalmente é utilizado pelo seu titular para se pronunciar em nome do Executivo antes mesmo de um posicionamento oficial.
Na mesma mensagem, José Guimarães disparou que “ninguém está acima da lei” em referência a Mendonça e cobrou “providências” do STF.
Mais cedo, o presidente da Corte, ministro Luiz Edson Fachin, adiou uma reunião que teria com integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para discutir a crise envolvendo a Corte e seus ministros, principalmente entre Mendonça e Alexandre de Moraes, citado em supostas mensagens trocadas com o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master.
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Segundo o material citado, Vorcaro manteve uma série de encontros com Moraes entre 2024 e 2025 e enviou mensagens ao ministro antes de ser preso pela primeira vez, em 17 de novembro de 2025, durante a Operação Compliance Zero. O relatório também menciona um contrato de R$ 130 milhões entre o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, e Vorcaro.
A decisão de Mendonça foi levada para análise no plenário virtual da Segunda Turma do STF e já recebeu o apoio da maioria dos ministros, embora tenha sido suspenso após um pedido de vista de Gilmar Mendes. Ainda não há prazo para que ele entregue seu voto, o que paralisa a proclamação do resultado.








