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De 100m para 1km

Moraes aumenta raio de restrição a drones na casa de Bolsonaro

Ministro considerou que restrição de 100 metros ainda permitiria fotos em alta resolução.
Ministro considerou que restrição de 100 metros ainda permitiria fotos em alta resolução. (Foto: Antonio Augusto/STF)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes aumentou de 100 metros para um quilômetro o raio a partir da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em que estão proibidos os sobrevoos de drones. A decisão, desta quinta-feira (2), atendeu a um pedido do 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal.

O ministro concordou com o argumento da polícia de que a restrição de 100 metros ainda possibilitaria o registro de imagens em alta resolução, "permitindo a observação minuciosa de ambientes privados e comprometendo a efetividade da medida protetiva".

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Os drones que entrarem no raio restrito serão abatidos e apreendidos, e seus proprietários serão presos em flagrante pelo crime de atentado contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo. O Código Penal define este delito como "expor a perigo embarcação ou aeronave, própria ou alheia, ou praticar qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação marítima, fluvial ou aérea". A pena é de reclusão de dois a cinco anos.

Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar por 90 dias, em razão da recuperação do quadro de broncopneumonia bacteriana. Ao autorizar a medida, em caráter humanitário, o ministro impôs uma série de condições, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, proibição do uso de celular, telefone, redes sociais e proibição de aparecer em vídeos ou ter sua voz gravada, por iniciativa própria ou de outras pessoas.

Pouco depois da prisão, já houve uma primeira tensão que colocou em risco a manutenção do benefício: o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) ergueu seu celular em um discurso na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), dizendo que estava gravando um vídeo para mostrar a seu pai. Moraes deu 24 horas para que a defesa de Bolsonaro explicasse o episódio. Os advogados negaram acesso ao conteúdo.

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