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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou nesta quarta-feira (28) a visita do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão domiciliar. O encontro ocorrerá nesta quinta-feira (29), das 9h às 11h.
Bolsonaro tinha sido proibido de receber "visitas com finalidade político-eleitoral" até o término das eleições de 2026. Nesta terça-feira (27), Valdemar se reuniu com a ex-primeira-dama e senadora eleita, Michelle Bolsonaro (PL-DF), para debater o futuro do PL.
A restrição tinha sido imposta após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgar nas redes sociais uma carta em que o pai o apoia na disputa presidencial. O próprio Flávio passou 90 dias sem poder vê-lo. As visitas foram retomadas no último dia 13.
Um dia antes de sair do Brasil, o senador visitou o ex-mandatário e, na saída, foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes e proibido de viajar para o exterior.
Apesar disso, o “filho 01” de Bolsonaro desembarcou nos Estados Unidos com a família nesta manhã. Horas depois, ele divulgou uma carta em que se declara "líder do Brasil" e disse que pretende comandar a oposição contra o governo Lula (PT).
Paralelamente à decisão de Moraes, o ministro Nunes Marques, relator da revisão criminal do ex-presidente, determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste em 10 dias sobre o pedido de suspensão da pena.
No mesmo despacho, Moraes liberou a entrada de um técnico de manutenção de internet na residência de Bolsonaro nesta quinta-feira (29), no período entre 14h e 18h.
A defesa havia solicitado autorização para visitas e para o acesso de um prestador de serviço da empresa Claro S.A., destinado ao reparo do sinal de internet.
O relator determinou a realização de vistoria prévia e estabeleceu que aparelhos celulares ou quaisquer outros eletrônicos que não tenham relação com o trabalho técnico deverão ficar sob custódia dos agentes policiais responsáveis pela segurança.




