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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, negou nesta terça-feira (06) a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao hospital DF Star, após queda que, de acordo com os médicos, culminou em um traumatismo cranioencefálico que foi considerado "leve". Para Moraes, não há "nenhuma necessidade imediata" da remoção ao hospital e um laudo médico deve ser providenciado para determinar a viabilidade de realizar os exames na própria Superintendência da PF.
Ex-vereador e candidato ao Senado, Carlos Bolsonaro ficou revoltado com a decisão do magistrado. "Anteriormente não havia necessidade de comunicação imediata em caso de intervenção hospitalar urgente. O que mudou? São fatos! Que absurdo! Querem matar Jair Bolsonaro!", escreveu ele no X.
Mais cedo, Carlos disse que o ex-presidente tem um hematoma no rosto, sangrou e apresenta sinais de desorientação. Ele disse estar esperando há mais de duas horas pelo pai no hospital.
Um agente da Polícia Federal (PF) foi à cela de Bolsonaro durante a manhã para informar da chegada da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Na ocasião, ficou sabendo do acidente e realizou o atendimento, constatando, de acordo com a nota divulgada pela corporação, "ferimentos leves" e descartando a necessidade de transferência, "sendo indicada apenas observação."
A nota foi atualizada para informar que o órgão "encaminhará o ex-presidente ao hospital DF Star para realização de exames, após pedido do seu médico particular." Em uma segunda atualização, porém, a corporação voltou atrás, passando a informar que "eventual encaminhamento ao hospital depende de autorização do STF."
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Moraes já havia esclarecido que, em casos de emergência, o encaminhamento ao hospital não precisaria passar pelos autos, bastando um relatório posterior. Para a PF, porém, a queda de Bolsonaro não se enquadraria como emergência.
O pedido informa ao ministro que Bolsonaro "sofreu queda em sua cela, com impacto craniano e suspeita de traumatismo, situação que, diante de seu histórico clínico recente, impõe risco concreto e imediato à sua saúde."
O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. Durante o cumprimento da pena, ele recebeu aval de Moraes para ir ao DF Star e realizar uma cirurgia para correção de uma hérnia. A internação durou de 24 de dezembro de 2025 a 1º de janeiro de 2026.
Os médicos de Bolsonaro informaram que ele passa bem e está se comunicando normalmente. No pedido para a transferência, a defesa associou a urgência do pedido ao quadro geral de saúde do ex-presidente, argumentando que uma avaliação imediata evitaria um "agravamento irreversível".





