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Após as revelações desta quinta-feira (8) na nona fase da operação Compliance Zero, que passaram a incluir o nome do líder do PT no Senado, Jaques Wagner (BA), em um rol que já atingiu nomes da esquerda à direita, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), aproveitou para fazer uma postagem com apenas uma expressão: "PTMaster".
O apelido chega após a esquerda ganhar terreno na guerra de narrativas por conta das revelações, pela imprensa, de contatos entre o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Com isso, os petistas passaram a insistir no termo "Bolsomaster", para atrelar a fraude bancária à família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
"Os petistas e Daniel Vorcaro trabalhavam juntos, tomavam decisões juntos, viajavam juntos, lucravam juntos, estão sendo investigados juntos — e o PT quer te convencer de que esse esquema de corrupção é coisa dos bolsonaristas", argumentou o deputado federal Filipe Barros (PL-PR).
Um colega de partido de Wagner saiu em sua defesa com uma mensagem elogiosa e de solidariedade. O senador Fabiano Contarato (PT-ES) chamou seu correligionário de "generoso, leal, sereno e profundamente dedicado à vida pública" e garantiu que a proximidade entre os dois o faz ter "absoluta confiança na sua retidão moral".
Flávio aproveitou para comentar o caso logo após a deflagração: "Escândalo envolvendo o PT é como a incompetência do governo Lula: não tem como esconder. CPMI do Banco Master já!". A defesa por uma CPMI ganhou força no discurso de Flávio após os áudios, como parte da mensagem de que o senador não teria nada a esconder.
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Mendonça recebeu elogios pela atuação

O mandado de busca e apreensão na casa de Wagner foi determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que assumiu a relatoria após o então relator, Dias Toffoli, ser exposto em seu envolvimento com Vorcaro. Para o deputado federal Maurício Marcon (PL-RS), uma vitória do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) em 2018 impossibilitaria qualquer investigação, por dar ao PT poder para indicar as cadeiras que, hoje, pertencem a Nunes Marques e André Mendonça.
A postura de André Mendonça foi elogiada pelo presidente da já extinta CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (PSD-MG). O relator enfrentou uma discussão acalorada com o ministro Gilmar Mendes e, em meio às falas, revelou as pressões que já sofreu na condução do caso e as tentativas de delação sem propostas vantajosas à apuração.
"Dessa vez tem um homem que não recuou. O ministro André Mendonça segurou as pressões, manteve a Operação Compliance Zero de pé e impediu que blindassem o caso Master no Supremo. Onde tentaram travar, ele avançou." afirmou Viana. O escândalo das fraudes em descontos associativos foi relembrado na manifestação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Para o parlamentar, "o Brasil é um eterno escândalo".








