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A Polícia Federal indiciou o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e outras 47 pessoas por suspeita de participação no esquema de descontos ilegais de aposentadorias e pensões. Este é o primeiro relatório concluído pela autoridade policial na Operação Sem Desconto.
O relatório foi encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso, na última sexta-feira (10). Os indiciamentos estão relacionados à atuação da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer).
Os fatos apurados nesta etapa não têm relação com o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A PF segue investigando outras entidades associativas e núcleos do esquema em outros inquéritos.
Agora, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidirá se denuncia ou não os alvos da PF. Gonet também pode pedir o arquivamento do caso ou solicitar novas diligências.
Stefanutto foi indiciado pelos supostos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo as investigações, ele teria recebido R$ 250 mil por mês enquanto comandava o INSS. O ex-presidente do INSS foi preso em novembro do ano passado.
Também foram indiciados o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS; o presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes; o ex-diretor de benefícios do INSS, André Fidelis; e o ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho.
Antunes foi indiciado por suposta lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Virgílio foi indiciado por suposta corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Já o presidente da Conafer foi indiciado por suposta corrupção e organização criminosa. Desde novembro de 2025, Lopes é considerado foragido pela PF. A Controladoria-Geral da União (CGU) apontou que a Conafer recebeu cerca de R$ 484 milhões em descontos de aposentadorias do INSS, entre 2019 e 2024.





