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A uma semana do fechamento da janela partidária, o Partido Liberal (PL) já atingiu 105 deputados federais e caminha para consolidar a maior bancada da Câmara dos Deputados em 25 anos. A marca já supera com folga o tamanho inicial da legenda nesta legislatura e se aproxima de um feito histórico: em 1998, o MDB elegeu 107 parlamentares.
O número atual ganha ainda mais peso diante do cenário recente. O PL havia perdido quadros relevantes nos últimos meses e chegou a ficar abaixo dos 90 deputados, mesmo tendo iniciado a legislatura com 99. A expectativa inicial era encerrar março com pouco mais de 100 parlamentares.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirma trabalhar para levar a bancada a um patamar inédito. “Acho que podemos chegar a 110 ou 112 deputados até o dia 3 de abril”, declarou.
Entre os movimentos mais recentes está a filiação do deputado federal Alfredo Gaspar, oficializada nesta semana, que saiu do União Brasil para o PL. A entrada reforça o partido em Alagoas e consolida a estratégia de expansão do partido, especialmente nos estados do Nordeste.
O convite partiu do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que deu autonomia para Gaspar conduzir as articulações políticas locais. “Tenho certeza de que, a partir de Alagoas, podemos dar um passo importante para resgatar o nosso Brasil”, afirmou o senador.
Ao ingressar na sigla, Gaspar sinalizou alinhamento político e compromisso com a nova base. “Conte com a minha lealdade, meu trabalho por Alagoas e pelo Brasil. Estamos juntos”, declarou.
Disputa por hegemonia e impacto político
O avanço do PL ocorre em meio a uma ampla reconfiguração partidária, típica do período de janela — quando parlamentares podem trocar de legenda sem risco de perda de mandato. O movimento fortalece o partido não apenas numericamente, mas também em poder de articulação, acesso a comissões estratégicas e influência na pauta legislativa.
Se confirmar a projeção de ultrapassar os 110 deputados, o PL não apenas liderará com folga o ranking de bancadas, como também se consolidará como principal força de oposição no Congresso Nacional.











