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Para entender

Polícia Federal deve desmembrar investigações do INSS para cumprir prazo do STF

Investigações no caso INSS devem dar origem a novos inquéritos na PF. (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

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A Polícia Federal deve trabalhar no desmembramento de inquéritos sobre fraudes bilionárias no INSS para atender a um ultimato do ministro André Mendonça, do STF. Com o prazo de perícia técnica expirando no fim de agosto de 2026, os investigadores dividem as frentes de trabalho para ganhar tempo. O caso, que apura desvios de R$ 6 bilhões, agora atinge novas estruturas políticas e empresariais no país.

Por que a Polícia Federal pode dividir a investigação em vários processos?

A estratégia de desmembramento deve ocorrer por causa de um prazo rígido dado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Ele exige a conclusão das perícias em cerca de 1,7 mil aparelhos eletrônicos até o fim deste mês. Como a equipe de investigadores é pequena e o volume de dados é gigantesco, separar o caso em inquéritos menores e independentes permite que diferentes equipes trabalhem ao mesmo tempo em várias frentes. Isso evita que todo o processo fique travado aguardando uma única análise e ajuda a corporação a cumprir o cronograma judicial sob forte pressão.

Quais são os novos desdobramentos que podem surgir a partir do caso principal?

Embora o foco inicial fosse a fraude nos descontos de aposentados, os materiais apreendidos revelaram indícios de outros crimes, como corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência. Entre os novos alvos podem estar familiares do senador Weverton Rocha e o advogado Willer Tomaz, em uma fase que apura a ocultação de valores no Maranhão e no Distrito Federal. Além disso, três inquéritos específicos foram abertos para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suspeitas de tráfico de influência, embora ele não seja investigado diretamente no esquema de fraudes do INSS.

Qual foi o impacto do encerramento da CPMI do INSS nestas investigações?

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) terminou em 2025 sem aprovar um relatório oficial, o que gerou críticas sobre a falta de uma posição política do Congresso. No entanto, o vasto material colhido pelos parlamentares, incluindo mais de mil quebras de sigilo, foi enviado para órgãos como o Ministério Público Federal e a própria Polícia Federal. Investigadores afirmam que muitas das linhas de apuração que a oposição tentou emplacar na comissão estão agora ganhando corpo e provas concretas dentro dos novos inquéritos abertos pela polícia a partir dessas informações compartilhadas.

O que as defesas dos principais citados dizem sobre as acusações?

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva nega qualquer irregularidade e afirma que as investigações são uma 'pesca probatória' sem elementos reais, alegando viés político para desgastar sua imagem. Já o senador Weverton Rocha declarou que não é o alvo direto das buscas recentes e que suas atividades empresariais são declaradas e lícitas. O advogado Willer Tomaz também afirmou que não é investigado e que os fatos citados referem-se a relações profissionais documentadas. O Palácio do Planalto, por sua vez, não se manifestou oficialmente sobre as citações a ex-assessores e empresários próximos.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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