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A defesa do empresário Felipe Vorcaro, primo do banqueiro Daniel Vorcaro, pediu que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, exclua da suspensão e devolva seu caso ao ministro André Mendonça, para que o relator do caso Master avalie um pedido de revogação de sua prisão preventiva. O pedido é desta segunda-feira (21).
Em meio à escalada da crise no Supremo, Fachin capturou a relatoria de duas petições sob o manto de Mendonça, uma da operação Compliance Zero (caso Master) e outra da operação Sem Desconto (fraudes no INSS). O despacho também determinou a remessa de "todos os processos a elas relacionados". Segundo a defesa de Felipe Vorcaro, a medida suspendeu a tramitação da Pet 15.873 e impediu Mendonça de analisar o pedido de revogação da prisão preventiva.
Os advogados Alberto Toron e Luiza Oliver, no entanto, argumentam que o objeto do caso de Felipe é diferente, uma vez que não há qualquer alegação de envolvimento de ministros do Supremo.
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O primo do dono do Banco Master foi preso temporariamente em 7 de maio de 2026, na quinta fase da Compliance Zero, a mesma que revelou relações entre Vorcaro e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). A prisão foi motivada pela posição central no esquema em apuração e em uma tentativa de fuga durante a segunda fase. Dias depois, Mendonça converteu a prisão temporária em preventiva.
A Polícia Federal (PF) identificou 105 empresas ativas em que Felipe Vorcaro integra o quadro societário. Segundo a investigação, ele atuava como operador financeiro de Daniel Vorcaro e executava movimentações financeiras e societárias de interesse do grupo, incluindo operações apontadas como vantagens destinadas a Nogueira.
Defesas dos investigados no caso Master têm aproveitado a crise no Supremo para pedir por liberdade. O próprio Daniel Vorcaro já pediu a revisão de sua prisão preventiva. Seu cunhado, Fabiano Zettel, foi no mesmo sentido.




