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A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, sinalizou aos investigadores da Polícia Federal a intenção de propor ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma nova delação premiada completamente reformulada e que prevê a devolução de R$ 60 bilhões.
Segundo fontes a par da investigação confirmaram à Gazeta do Povo, a manifestação aos investigadores foi enviada nesta semana ao ministro, mas ainda precisa ser formalmente apresentada pelos advogados do empresário. A reportagem procurou a defesa de Vorcaro para se manifestar sobre a nova proposta e aguarda retorno.
A possível nova proposta de delação ocorre após a Polícia Federal rejeitar um primeiro acordo oferecido por conta das informações apresentadas, que seriam insuficientes visto a quantidade de provas já levantadas pela investigação. A recusa levou à saída do então advogado de Vorcaro, José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca por conta de divergências com Mendonça.
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Desde então, a defesa do banqueiro passou a ser tocada apenas pelo advogado Sérgio Leonardo, que já representada Vorcaro desde o início das investigações. Ele afirmou à imprensa que continuaria com as negociações para um novo acordo mais robusto.
A delação premiada de Vorcaro foi rejeitada pela Polícia Federal após investigadores constatarem que ele estaria tentando preservar nomes, como o do pai, Henrique Vorcaro, e do senador Ciro Nogueira (PP-PI), que teria recebido mesadas de R$ 500 mil. Ele também estaria escondendo relações com outras figuras públicas e familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Há semanas, investigadores da Polícia Federal e da PGR avaliam que o material sugerido pela defesa de Vorcaro estaria muito distante do que normalmente se espera de uma colaboração premiada, sobretudo diante da magnitude do caso e de tudo que os investigadores têm em mãos.
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Os milhares de documentos apreendidos até o momento e os cerca de 100 aparelhos eletrônicos, entre celulares e outros equipamentos, já dariam consistência para ampliar a investigação por meses e deflagrar inúmeras fases da operação ou desdobramentos.
Além disso, tanto a Polícia Federal como a PGR teriam sinalizado que, para viabilizar a delação, Vorcaro deveria entregar provas robustas e ainda não alcançadas.









