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Rodrigo Constantino

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Eleição

Ventos de mudança no Chile

José Antonio Kast, candidato do Partido Republicano do Chile à presidência, no ato de encerramento da sua campanha, em Santiago, na terça-feira (11) (Foto: Ailen Díaz/EFE)

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A esquerda radical promete muita coisa de forma populista, mas nunca é capaz de entregar bons resultados. Onde não houve ainda aparelhamento pleno das instituições, isso costuma significar problemas na disputa eleitoral. O povo cansa da ladainha socialista e clama por mudança. Foi o que aconteceu no Chile este domingo.

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A esquerdista Jeannette Jara, candidata do presidente Gabriel Boric, ficou com 26,81% dos votos e o direitista José Antonio Kast com 23,99%. O centro-direitista Franco Parisi aparece em terceiro lugar, com 19,61%, seguido pelo libertário Johannes Kaiser (13,93%) e pela conservadora Evelyn Matthei (12,54%). Ou seja, a direita está com ótimas chances de levar o segundo turno no Chile.

“A democracia deve ser protegida e valorizada. Sofremos muito para recuperá-la para que hoje seja colocada em risco”, disse Jara, numa alfinetada em Kast, cujo irmão foi ministro do ditador chileno Augusto Pinochet (1973-1990).

A América Latina vai se afastando do Foro de SP, do comunismo. Já temos até Bolívia e Equador nessa direção, além da Argentina e do Paraguai. Enquanto isso, o Brasil lulista defendendo abertamente o modelo venezuelano

Já Kast disse que é hora de “uma mudança real” e de “reconstruir a pátria”. “Precisamos de união para avançar em segurança, habitação, educação e todas as questões que foram gravemente afetadas pelas políticas ruins deste governo [Boric]”, afirmou.

O discurso da esquerda radical gira sempre em torno da "democracia", sendo que Jara pertence ao Partido Comunista do Chile. Na velha imprensa, radical é sempre o candidato de direita, tratado como "ultradireita", "ultraconservador" ou "ultrarradical". Mas o povo não cai mais nessa narrativa.

Tanto que a Câmara e o Senado também tiveram maioria de direita, representando a maior derrota eleitoral da esquerda em 35 anos. A segurança pública foi um dos temas importantes no debate. Apesar de o Chile ser um dos países mais seguros do continente, o aumento da criminalidade nos últimos anos impulsionou a direita, que promete deportações em massa de imigrantes irregulares e uma linha dura contra o crime.

"É necessária união para enfrentar os problemas que nos afligem hoje, que são problemas na área da segurança", disse Kast à imprensa após a votação em Paine, nos arredores de Santiago. "A maioria das pessoas dirá que está com medo", reforçou. De acordo com o governo do Chile, os homicídios aumentaram 140% na última década, passando de uma taxa de 2,5 para 6 por 100 mil habitantes. No ano passado, o Ministério Público registrou 868 sequestros, 76% a mais do que em 2021.

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Vale notar que o libertário Parisi ficou com quase 20% dos votos. O "Milei chileno" tem conquistado mais simpatizantes com uma plataforma de ampla liberdade econômica e endurecimento no combate ao crime nos moldes de El Salvador. Eis uma mensagem que cada vez seduz mais eleitores, por motivos óbvios.

A América Latina vai se afastando do Foro de SP, do comunismo. Já temos até Bolívia e Equador nessa direção, além da Argentina e do Paraguai. Enquanto isso, o Brasil lulista defendendo abertamente o modelo venezuelano, sendo que Trump prepara uma provável ação militar contra Maduro.

Temos que torcer para que os ventos de mudança cheguem ao Brasil em 2026 também. O problema, claro, é confiar no processo eleitoral sob o comando do TSE...

Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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