Após a captura de Nicolás Maduro na Venezuela, Donald Trump sugeriu novas ações na América Latina. Ele afirmou que os EUA podem “fazer algo” em relação a Cuba, classificando o regime como ameaça regional, e cogitou uma operação militar na Colômbia, acusando Gustavo Petro de permitir a produção de cocaína. Além disso, Trump declarou que “os cartéis governam o México” e que será necessário agir contra o narcotráfico no país. As falas indicam uma possível expansão da estratégia americana, elevando tensões diplomáticas com governos da região.
Trump ignora María Corina Machado em plano pós-Maduro
Após a captura de Nicolás Maduro, Donald Trump descartou a líder da oposição venezuelana María Corina Machado, afirmando que ela “não tem apoio nem respeito” dentro da Venezuela e que não foi consultada antes da operação. Em declaração desde Mar‑a‑Lago, ele destacou preferir trabalhar com a vice-presidente Delcy Rodríguez — em nome dos EUA — até que ocorra uma transição “segura, adequada e judiciosa”. Enquanto isso, Machado chamou o momento de “hora da liberdade” e apoiou Edmundo González Urrutia como possível comandante das Forças Armadas. A ação dos EUA recebeu forte reprovação de países latino‑americanos como México, Brasil e Chile, que criticaram a intervenção militar como violação da soberania e das leis internacionais.
Irã decreta emergência por medo de intervenção dos EUA
No Irã, intensas manifestações contra a crise econômica e energética se espalharam por diversas cidades, com confrontos, quebras de patrimônio e gritos contra o regime. O presidente declarou estado de emergência e convocou reunião de ministros para controlar os protestos. O líder supremo Ali Khamenei afirmou que manifestações legítimas devem ser acolhidas, mas os "arruaceiros" serão contidos. A tensão aumentou quando o então presidente dos EUA, Donald Trump, alertou que os EUA estariam prontos para agir caso manifestantes pacíficos fossem mortos, elevando o temor de uma possível intervenção externa após a operação na Venezuela.
Captura de Maduro configura disputa global por petróleo
A captura de Nicolás Maduro pelos EUA provocou mudanças geopolíticas e econômicas, especialmente no mercado de petróleo. Com a queda do regime chavista, Washington busca garantir acesso às reservas venezuelanas e reduzir a influência de países como Rússia, Irã e Cuba, que dependiam do petróleo venezuelano para manter alianças estratégicas. Especialistas apontam que a operação fortalece os EUA na disputa global por energia, mas aumenta a pressão sobre regimes aliados de Caracas, que podem enfrentar sanções e perda de recursos, enquanto o mercado internacional reage com alta nos preços e incertezas sobre estabilidade na América Latina.
Marqueteiros de Lula e Dilma teriam recebido US$10 milhões de Maduro
O marqueteiro João Santana e sua sócia Mônica Moura receberam mais de US$ 10 milhões em dinheiro vivo diretamente de Nicolás Maduro—então chanceler venezuelano—durante a campanha de Hugo Chávez em 2012. Os pagamentos eram feitos semanalmente, em malas entregues pessoalmente por Maduro no Palácio Miraflores ou na chancelaria, com transporte em carro blindado, tudo por fora da contabilidade oficial (caixa 2). Indicação pelo ex-deputado José Dirceu e pedido inicial do próprio Lula abriram portas para o esquema. Ainda houve contribuições de US$ 2 milhões da Andrade Gutierrez e US$ 7 milhões da Odebrecht. Santana e Moura foram condenados na Lava Jato, mas tiveram as condenações e provas anuladas pelo STF em 2023 e 2024.
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