O relatório final da CPMI do INSS, apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar, revela um esquema sistêmico que drenou R$ 40 bilhões de aposentados e pensionistas. O documento aponta que a fraude operava por meio de descontos associativos e empréstimos consignados sem autorização, viabilizados pela conivência de figuras do alto escalão e operadores financeiros. Entre os mais de 200 nomes listados para indiciamento, destacam-se o ministro Carlos Roberto Lupi, o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto e figuras como Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", apontados por envolvimento na rede de influência e operação do esquema.
A investigação também expôs a participação direta de instituições financeiras e entidades de classe que se beneficiavam das retenções indevidas diretamente na folha de pagamento. O texto pede o indiciamento de executivos do Banco Master, como Daniel Vorcaro e Augusto Ferreira Lima, além de lideranças do Banco C6 e PicPay. No setor associativo, entidades como AMBEC, CONAFER e SINDNAPI foram citadas como peças centrais na arrecadação dos valores desviados. Diante do cenário de "captura do Estado", o relatório sugere o bloqueio imediato de bens dos envolvidos e mudanças rigorosas na legislação para impedir que novos descontos fraudulentos vitimem idosos vulneráveis.
PF aperta cerco contra Lulinha
O empresário Fábio Luís Lula da Silva telefonou para o pai, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após relatório da Polícia Federal apontar indícios de que sua mudança para a Europa poderia configurar tentativa de fuga. Em meio à tensão no governo e à possibilidade de medidas judiciais, Lulinha buscou explicar sua permanência na Espanha, enquanto sua defesa nega irregularidades, afirma que a mudança foi planejada antes das investigações e diz que ele está à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades.
Silêncio de Alcolumbre paralisa Congresso em meio à crise
O silêncio de presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e a paralisia do Congresso são resultado de uma combinação de crises políticas, investigações e conflitos com o governo, formando uma “tempestade perfeita” que inclui o escândalo da CPMI do INSS, suspeitas envolvendo aliados, pressão da Polícia Federal e disputas por indicações ao STF. Diante desse cenário, o senador adotou uma estratégia de recuo e articulação nos bastidores, evitando decisões e exposição pública, o que travou votações, acumulou vetos e transformou sua inação em instrumento de negociação política com governo e oposição.
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