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Sem Rodeios

Crise no STF: Senado se mobiliza por impeachment de Toffoli

Parlamentares da oposição reagiram ao pedido da Polícia Federal para afastar o ministro Dias Toffoli da relatoria do inquérito sobre o Banco Master após mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro mencionarem o magistrado. Políticos defenderam investigação mais ampla, falaram em possível impeachment e pressionaram por medidas como quebra de sigilos e convocações em comissões do Congresso, enquanto Toffoli sustenta que as suspeitas são apenas “ilações”. A controvérsia reacende o embate político em torno do caso e da atuação do STF.

Toffoli teria recebido valores ligados ao Master

Investigações apontam que o ministro do STF Dias Toffoli recebeu recursos ligados à empresa Maridt, da qual é sócio com familiares e que teve participação no resort Tayayá, negócio que envolveu fundos associados ao entorno do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master. Segundo informações divulgadas, parte desses investimentos teria ligação com fundo ligado ao cunhado de Vorcaro, o que aumentou questionamentos sobre possível conflito de interesses. Toffoli afirma que os valores recebidos são legais, decorrentes da venda de participação no resort, que foram declarados à Receita Federal e sem relação com irregularidades, enquanto a controvérsia alimenta pressões políticas e jurídicas sobre sua atuação no caso.

O ministro do STF Dias Toffoli confirmou ser sócio da empresa Maridt Participações, registrada com capital social de apenas R$ 150 e endereço em uma casa em Marília (SP) sem sinais aparentes de atividade empresarial.

Ministros de Lula buscam STF sobre caso Toffoli

Ministros do governo Lula procuraram integrantes do STF para avaliar possíveis impactos políticos e jurídicos de movimentações envolvendo o ministro Dias Toffoli e o banco Master. A preocupação é medir eventuais desgastes ao governo e ao Supremo diante das repercussões do caso, que tem gerado tensão nos bastidores e mobilizado interlocutores políticos e jurídicos.

Lula articula para frear avanço da direita no Senado

De olho nas eleições de 2026 e na renovação de 54 cadeiras do Senado, o presidente Lula articula apoio a ministros, aliados e nomes do PT para conter um possível avanço da direita na Casa, considerada estratégica pela influência sobre indicações ao STF e decisões políticas relevantes. Entre os cotados estão Gleisi Hoffmann no Paraná, além de nomes como Fernando Haddad, Marina Silva, Simone Tebet e Rui Costa, enquanto aliados fora do PT também são estimulados a disputar vagas. A estratégia busca preservar ou ampliar a base governista no Senado diante de pesquisas que indicam força crescente da oposição.

Com debate direto e leitura crítica dos fatos, o Sem Rodeios é o espaço da Gazeta do Povo para entender o noticiário além das manchetes. O programa vai ao ar ao vivo às 13h30 pelo YouTube.

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