O presidente Lula reagiu com espanto à notícia de que o ministro André Mendonça (STF), autorizou a quebra dos sigilos telefônico, bancário e telemático de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva (o Lulinha), no inquérito ligado à investigação sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ao saber da decisão, Lula buscou explicações com auxiliares e conversou por telefone com o filho, que mora na Espanha, questionando por que os sigilos foram quebrados mesmo após Lulinha se oferecer para colaborar com a Justiça. Assessores disseram que o presidente orientou o filho a continuar prestando esclarecimentos ao STF. Lula também afirmou confiar que o ministro conduza a investigação de forma imparcial, apesar de ter sido indicado ao STF por um governo adversário.
Decisão de Gilmar é a terceira “blindagem” a Toffoli no STF
A recente decisão do ministro Gilmar Mendes (STF) que suspendeu uma medida que poderia atingir o ministro Dias Toffoli, é apontada como a terceira intervenção da Corte que acaba favorecendo Toffoli em desdobramentos ligados ao caso do Banco Master. A decisão anulou a quebra de sigilo aprovada por uma CPI, sob o argumento de falta de conexão direta com o objeto da investigação. O episódio reacende o debate sobre limites de atuação de CPIs e sobre a proteção institucional entre ministros do STF.
Valdemar revela proposta para barrar CPMI do Banco Master
O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou que recebeu uma proposta na última semana para evitar a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar o caso do Banco Master. Segundo Valdemar, o acordo sugeria que o Senado votasse um projeto sobre dosimetria — referente a aumento de salários de servidores — desde que a CPMI fosse descartada. Ele apontou o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, como um dos articuladores da proposta, que foi rejeitada pelo PL. Valdemar defendeu a abertura da CPMI, alegando que a investigação poderia revelar envolvimento de várias figuras políticas e causar grande impacto político.
Escândalo do Master revela ‘crime organizado de verdade’
O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que o escândalo envolvendo o Banco Master evidencia como funciona uma organização criminosa de verdade no Brasil. Para ele, os indícios apurados até agora — como supostas fraudes bilionárias, uso de empresas e relações familiares na operação e manipulações financeiras — mostram que há elementos típicos de crime organizado, e que a comissão deve investigar mais profundamente as ligações entre os controladores do banco, operadores financeiros e eventuais conexões políticas. Vieira diz que o caso tem potencial para revelar a atuação de estruturas complexas para ocultar prejuízos e fraudar credores.
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